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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

VIVA A REPÚBLICA

Abaixo os traidores da Pátria e do Povo!
 
 
 
"Esta é a ditosa pátria minha amada,
à qual se o Céu me dá que eu sem perigo
torne, com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo.

Esta foi Lusitânia, derivada
de Luso ou Lisa, que de Baco antigo
filhos foram, parece, ou companheiros,
e nela antão os íncolas primeiros."
 
Lusíadas

segunda-feira, 21 de março de 2011

Hoje é dia de Poesia!


Homenagem à poesia e a António Gedeão.

Lágrima de preta


Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Poema de Natal




NATAL

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa

domingo, 6 de dezembro de 2009

Porque (ainda) é Outono e...

in tecendopoesias
...e, porque o dia está triste, chuvoso e pouco favorável ao uso do guarda-chuva, lembrei-me deste poema que não lia há anos.



"O vento é bom bailador"

"O vento é bom bailador,

baila, baila e assobia,

baila, baila e rodopia

e tudo baila em redor!

E diz às ondas que rolam:

-Bailai comigo, bailai!

E as ondas no ar se empolam,

em seus braços nus o enrolam,

e batalham,

e seus cabelos se espalham

nas mãos do vento, flutuando,

e o vento as deixa, abalando,

-e lá vai!..."



Afonso Lopes Vieira

sábado, 16 de maio de 2009

Koisas da memória...

Não vivo de recordações, mas às vezes abro uma janelita do passado. Não gosto muito porque, embora não pareça, tenho uma torneirazita nos olhos, à qual não acho muita piada! E a estúpida não tem bons vedantes!!!
Se tanto me dói que as coisas passem

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem

Sophia de Mello Breyner Andresen
A ti, Paizinho.