quarta-feira, 30 de maio de 2012

A vítima....

Imagem "roubada" do blogue acima

Por acaso sempre achei que a relva é uma vítima que os adultos adoram pisar, onde as crianças dão pinotes e fazem brincadeiras, adornam alguns espaços, cresce e alastra desalmadamente não fora a mão dos jardineiros que, de quando em vez, lhe dão umas tesouradas ou a aparam mais rapidamente com o chamado corta-relvas.
Para nossa má sina, um dos timoneiros deste barco meio naufragado a que chamam Portugal tem, também, o nome de Relvas. Tal como a gramínea atrás referida, é uma vítima (como, aliás, sempre achei que seria!), mas da comunicação social, das amizades e das circunstâncias. Tadiiiinho! Tenho tanta compaixão dele, como ele tem do povo ao qual enganou e estrangula juntamente com o seu capataz e outros do mesmo jaez. Não sei qual a reacção dos deputados após a sua audição no Parlamento sobre a ligação a Jorge Silva Carvalho e secretas, mas que Relvas já foi a julgamento popular, já! E a sentença não lhe é favorável.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Irresponsabilidade....


Tudo se paga neste malfadado País, até a irresponsabilidade e estupidez dos políticozecos locais, muitos deles extremamente mal preparados para as funções de edis que assumiram e outros que, através de contratos da treta esbanjaram dinheiro em obras que ninguém viu, nem vê. O Presidente Nacional da Associação de Municípios aceitou as condições impostas por Relvas para financiar os municípios endividados. Então, os que aceitarem as condições do (des)governo para se financiarem, terão de desistir das acções judiciais contra o (des)governo, assim como subirem o IMI e derrama até ao máximo previsto por lei, aumentos na factura da água...e restantes taxas municipais. Quer isto dizer que no auge da crise, os munícipes é que vão pagar os "cães" que os autarcas puseram a ladrar, mais aquilo que passou por baixo dos panos para os bolsos de muitos que andaram a surripiar. A irresponsabilidade e corrupção desta gentalha, sobra para o povo que já está estrangulado. Fernando Costa, edil de Caldas da Rainha, que se recusou penalizar os seus munícipes com o aumento do IMI em tempos de crise, já avisou que vai sair das "Àguas do Oeste" e que não aceita este tipo de negociação. Os mil milhões de euros cedidos às autarquias (que na prática são 750 milhões, uma vez que as estas terão que devolver ao estado 250 milhões do QREN) para pagar as dívidas com mais de 90 dias, vão ser pagos por todos nós. Nem Fernando Ruas, edil pró-governo, com a sua subserviência sabe muito bem o que assinou. Nós, cidadãos/munícipes, estamos fartos desta pandilha que inventa todas as formas de nos roubar.

sábado, 26 de maio de 2012

Traste!!!...

from yfrog.com
Segundo o dicionário "Priberam", duas das hipóteses de sinonímia para a palavra "traste" são:
s. mPessoa considerada de pouco valor.
Pessoa em quem não se deve confiar.
São estes os sinónimos que melhor se adequam a Christine Lagarde, directora-geral do FMI. Numa entrevista ao Guardian  em relação à crise na Grécia, saiu-se com estas afirmações entre outras: “Penso mais nas crianças de uma escola numa pequena aldeia no Níger que têm duas horas de aulas por dia e têm de dividir uma cadeira por três”, comparou Lagarde quando questionada sobre como conseguia não pensar nas mães que não têm acesso a parteiras ou em pacientes que não conseguem obter medicamentos de que precisam para sobreviver. “Tenho-as sempre na minha mente, porque acho que precisam mais de ajuda do que as pessoas em Atenas.”
Christine Lagarde não tinha que fazer este tipo de comparação para dizer que os gregos devem pagar os seus impostos. Esta sua verborreia só demonstra a sua insensibilidade, e que não está no posto que ocupa com o voto de nenhum europeu (pelo menos, que me lembre, eu não votei nela!), mas, embora todos saibamos que está na prossecução de outros interesses que não os humanísticos, devia pelo menos tentar defender e condoer-se com os males dos europeus não com os dos africanos, embora todos reconheçamos as dificuldades destes e tenhamos, quiçá, contribuído alguma vez, de alguma forma, para amenizar as  suas dificuldades.
Fazendo uma comparação com o que os portugueses estão a passar, com a corrupção e economia paralela que grassam e se propagam devido à crise, não se lembre esta madame, também por cá, tomar a parte pelo todo, isto é, estão os que sempre descontaram e  nunca puderam fugir ao fisco (função pública), bem como os que se aposentaram com a situação contributiva em dia, a pagar a crise ao quadrado, com cortes nos subsídios, vencimentos e pensões!
Com o seu ar seco, de quem só vê números e não seres humanos, entre eles crianças e idosos a quem os direitos sociais estão a ser drasticamente sonegados, assistindo-se a um nível de suicídios nunca antes visto nas classes sociais baixa e média (nunca no nível social que esta dama representa), a fulana fez-me lembrar a palavra "traste". Porque terá sido?......será porque representa bem quem a lá pôs????..........

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Na lua...


Ultimamente, devo andar a planar no satélite da Terra, pelo menos no que se refere a alguns assuntos. Não dei pelo Festival da Canção "indígena", logo, nem sabia (nem sei!) qual a canção que representou o País no Festival Eurovisão da Canção, nem que o dito decorria hoje. Fiquei a saber agora pelos media que a canção portuguesa (para variar!), não passou à final. Enfim....nada é como dantes!....

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O fulano que nos (des)governa...


... aqui bem caracterizado pelo cronista, pela sua desumanidade e falta de conhecimento sobre a economia real deste País, que vai destroçando dia-a-dia. Um fulano que não sabe o que é um trambolhão na vida, porque sempre esteve protegido à sombra do partido. Até quando iremos aguentar tamanha aberração a quem pagamos para nos aconselhar estupidamente?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O "santinho" de quem se fala....

imagem identificada e "roubada"
Miguel Relvas e Silva Carvalho

Já se tinha percebido que gasta mais do que deveria, que o poder lhe subiu à cabeça, e que ninguém de bom senso engoliu as suas explicações sobre as "secretas", agora...surge a confirmação de que é um dos que vieram mesmo para "fazerem melhor" que os anteriores.

COMUNICADO DO CONSELHO DE REDACÇÃO do Jornal "O Público" sobre MIGUEL RELVAS
 "A jornalista Maria José Oliveira pediu ao Conselho de Redacção que analisasse uma série de episódios ocorridos na passada quarta-feira, na qual o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, queixou-se ao jornal de estar a ser perseguido, ameaçando a jornalista e o PÚBLICO se fosse publicada uma determinada notícia, relacionada com o caso das “secretas”. A notícia não foi publicada.
O CR ouviu a jornalista, a editora de Política e os directores Bárbara Reis e Miguel Gaspar e, destas auscultações, entende considerar o assunto em duas vertentes: as ameaças de Miguel Relvas e a não publicação da notícia.
 As ameaças
 As ameaças foram confirmadas pela editora de Política, que recebera um telefonema de Relvas depois de Maria José Oliveira ter enviado ao ministro questões para uma notícia de follow-up às incongruências das declarações do governante ao Parlamento,
um dia antes. Relvas terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um “black out” de todos os ministros em relação ao PÚBLICO e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista. Estas ameaças foram reiteradas num segundo contacto telefónico.
 A editora de Política afirma que, ao longo dos anos, sempre recebeu ameaças de governantes e sempre as tratou da mesma maneira, ignorando-as. De qualquer forma, a jornalista foi informada pela editora do teor da conversa com o ministro e ambas, a pedido da jornalista, levaram o caso à directora Bárbara Reis, que não atribuiu relevo às ameaças, por também lidar com situações do género com muita frequência.
Posteriormente, Miguel Relvas falou com Bárbara Reis, a contestar o conteúdo da notícia saída no papel naquele dia, sobre a qual a jornalista pretendia fazer um followup. A directora não interpelou o ministro sobre as ameaças feitas no telefonema à editora. Até ontem, quinta-feira, a direcção editorial não tinha tomado posição, nem feito qualquer diligência sobre as ameaças em si. Segundo a directora, é um assunto que tem de ser tratado com calma, e não “a quente”. O director Miguel Gaspar considera que o caso é grave e vai ser tratado pela direcção.
 O Conselho de Redacção é da opinião que ameaças como aquelas, vindas de um dos ministros mais importantes do Governo e que, além disso, tem o pelouro da Comunicação Social, não deviam ter sido tratadas como se fosse um episódio normal, igual a tantos outros. Pelo contrário, o CR considera que as ameaças, cujo único fim era condicionar a publicação de trabalhos incómodos para o ministro, são intoleráveis e revelam um desrespeito inadmissível do governante em relação à actividade jornalística, ao jornal PÚBLICO e à jornalista Maria José Oliveira. Mostram, ainda, uma grosseira distorção do comportamento de um governante que, ao invés de zelar pela liberdade de imprensa, vale-se de ameaças – um acto essencialmente cobarde – para tentar travar um órgão de comunicação social que cumpre o seu inalienável papel de
contra-poder.
 O PÚBLICO teve três oportunidades para lidar com as ameaças: no primeiro telefonema à editora de Política, numa segunda conversa telefónica com a directora e nas próprias páginas do jornal do dia seguinte, através de uma notícia, um editorial, uma nota da direcção, ou qualquer outra forma pela qual o PÚBLICO manifestasse o repúdio pelos actos do ministro, que é de manifesto interesse público divulgar. Os portugueses têm o direito de saber quem é e como age o seu ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, e o PÚBLICO tem a obrigação de revelar este triste episódio, no âmbito da cobertura que tem feito do caso das “secretas”.
Nada, no entanto, foi feito nem no dia em que as ameaças foram proferidas, nem no dia seguinte. Editores e directores têm toda a legitimidade para tratar dos assuntos sob a sua tutela de acordo com o seu modo e juízo pessoal. Mas, neste caso, o jornal
falhou ao não repudiar imediata e publicamente a inaceitável atitude de pressão daquele que é considerado o “número 2” do Governo da República. O PÚBLICO não pode nunca aceitar, calado, tal tipo de pressões e é lamentável que o tenha feito.
 Os elementos do CR irão estudar o caso com o advogado do jornal e com o Sindicato dos Jornalistas para definir acções futuras junto das entidades competentes.
 A não publicação do artigo
O artigo que não chegou a ser publicado era um follow-up da notícia que apontava incongruências no depoimento de Relvas no Parlamento, publicada no papel naquela quarta-feira. Maria José Oliveira enviou ao ministro perguntas que não tinham sido
feitas ou respondidas no Parlamento. O resultado foi uma notícia cujo “lead” era o de que o ministro se recusava a esclarecer ao PÚBLICO sobre as incongruências, acrescentando mais alguns detalhes sobre as mesas.
A editora de Política, antes de receber o telefonema do ministro, disse que não valeria a pena publicar a notícia no papel, pois não trazia nada de substancialmente novo em
relação ao que já tinha sido escrito. A editora reiterou várias vezes ao CR que decidira não publicar no papel antes do telefonema de Miguel Relvas, com as ameaças. Não se opôs, de qualquer forma, que fosse publicada no online, porque o texto que constava
na edição escrita do jornal (e onde eram já mencionadas as incongruências nas respostas do ministro) não estava disponível na edição electrónica.
Segundo a directora Bárbara Reis, a relevância do artigo levantou dúvidas desde o meio da tarde junto dos editores do online. A jornalista foi questionada várias vezes sobre a redacção da notícia ao longo da tarde e o próprio texto que saíra no jornal
naquele dia foi alvo de reconfirmação, na sequência de um telefonema de Miguel Relvas à directora a dizer que a notícia era falsa. A direcção confirmou que a notícia já publicada no papel estava correcta.
 Só já à noite é que o director Miguel Gaspar, a quem o assunto foi passado horas depois de ter sido discutido por editores e pela directora, decidiu não publicar a notícia. Miguel Gaspar disse ao CR que a decisão baseou-se única e exclusivamente na sua interpretação de que dizer apenas que o ministro não respondera ao PÚBLICO não era uma notícia – em consonância com opiniões já expressas pela directora e pela editora-substituta do online. A editora de Política, como referido, não se opôs à notícia sair no online, dizendo ao CR que não interfere na edição electrónica. Miguel Gaspar afirmou ainda ter sugerido à jornalista que continuasse a investigar o caso, fazendo eventualmente um trabalho mais sistematizado, com mais dados, sobre as
incongruências do ministro Miguel Relvas.
 Os membros do Conselho de Redacção consideram que existia relevância noticiosa no texto de Maria José Oliveira, que fez o que qualquer jornalista deve fazer: não deixou cair a história e trabalhou para aprofundá-la, procurando esclarecimentos junto do ministro.
O CR é da opinião que, mesmo que os telefonemas do ministro não tenham tido aqui qualquer influência, a não publicação da notícia passará a imagem para fora, quando o assunto vier a tornar-se público, como é expectável, de que foi justamente isto o que
aconteceu: que o PÚBLICO vergou-se perante ameaças do “número 2” do Governo.
Independentemente da mais-valia de se aguardar por um follow-up mais aprofundado, a publicação da notícia, juntamente com a divulgação pública das pressões do ministro, teria certamente evitado este possível dano na imagem de independência do
PÚBLICO, imagem esta que o jornal tem o dever de preservar.
 Bruno Prata
 Clara Viana
 João D’Espiney
 João Ramos de Almeida
 Luís Francisco
 Luís Miguel Queirós
 Ricardo Garcia
 Rita Siza

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Homenagem

Homenagem a Donna Summer, hoje falecida. Ao som da sua voz dançou-se em muitas discotecas e bailes de garagem o tema que aqui fica: "Hot Stuff"