terça-feira, 18 de março de 2014

Vão-se os anéis todos!!!,,,


 
Desta vez vão vender 34 aviões, uns que já não voam, outros assim-assim e outros ainda que conseguem andar no ar, não sei se durante muito tempo, mas voam...
A verdade é que vendem tudo e não constroem rigorosamente nada, ou por outra, podiam não construir, mas evitavam vender o país a retalho. A notícia não diz se, depois da venda feita, a aviação militar ainda fica com meios aéreos de relevância, mas também...só se a Espanha nos atacar como a Rússia fez à Crimeia, no entanto, desconfio que já nem eles nos querem, de tão miseráveis que estamos!!!...
Mas o aldrabão-mor ainda hoje foi dizer à Merkel que a economia está muuuiiito melhor, mas os roubos nas reformas e nos vencimentos continuam e vão aumentar, a divida ainda não diminuiu nada, ainda não se vê a dinamização da indústria, o comércio está quase às moscas, resumindo, nem eu nem ninguém à minha volta ainda notou nada do que o pinóquio apregoou!!!...Enfim!.....

domingo, 16 de março de 2014

Que aflição...

 música para o Eurofestival da Canção?... Bahhh!!!...
 
...dizerem que me representam e ao País da forma que o vão fazer no Festival Eurovisão da Canção, com uma canção sem qualquer conteúdo, acompanhada de  música pimba, onde uma Suzy se farta de gritar "quero ser tua" e como "ser tua", acompanhada de mais duas Suzys a saracotearem-se, mais parecendo um desfile de gajas a sacudir tudo quanto abana!... é isso que vão mostrar lá fora!!!...
Sem mais, é esta a "coltura" para a qual evoluímos e da qual vamos dar conta lá fora!... Políticos pimba - música pimba, estamos com a esperança em alta, não haja dúvida!!!...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Esta...

Hosp. Amadora Sintra
 
... é a vergonha de país em que vivemos. De que adianta aumentar o horário de atendimento para exames nos grandes centros hospitalares se, quando precisamos, enfrentamos situações aflitivas e desesperantes sem qualquer tipo de estratégia para as ultrapassarmos? ou só é bem atendido quem praticar a política da sra cunha? e "untar" as mãos a alguém?... estamos, efectivamente, ao nível dos tempos mais obscuros de que me lembro, com gente que morre por andar de hospital em hospital, que é deslocado cerca de 400km em coma de ambulância e helicóptero por falta de meios de assistência mais próximos, que  espera ad eternum por uma cirurgia a uma fratura grave numa perna  (Hospital Amadora-Sintra). Depois de nos exigirem mais taxas moderadoras, mais impostos, de nos mandarem ser solidários com o raio que os parta, o mínimo que se pode exigir é que sejamos tratados dignamente, mas não!...somos tratados como animais para abate!!!... Por este andar, mais dia menos dia, o desgoverno fica-se a governar a ele próprio e aos seus yes man. :(

Já agora...

imagem in DN
(pequenina, não me merece relevo maior)
 
... porque não também Prémio Nobel na defesa dos Direitos Humanos???... Candidato ao prémio Nobel da Paz? valha-nos St. António Mafioso!!!... às tantas, com as pressões dos poderosos interesses económicos, irá mesmo para ele o dito cujo. Se assim fosse, Nobel daria sei lá quantas voltas não sei muito bem onde, e a intenção maior do prémio ficaria completamente desacreditada. Enfim, coisas!!!...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Carta..

...de João Tordo ao seu pai Fernando Tordo, que ontem emigrou para o Brasil. Nela se constata a visão clara do país que temos, do marasmo, da pasmaceira, da ignorância travestida de esperteza saloia que caracteriza muitas das gentes de mentalidade redutora e reduzida. É graças a esta mediocridade que a cada dia que passa a cultura e o País ficam mais pobres. Há quem goste, porque em terra de cegos...
 
 

"Ontem, o meu pai foi-se embora. Não vem e já volta; emigrou para o Recife e deixou este país, onde nasceu e onde viveu durante 65 anos. A sua reforma seria, por cá, de duzentos e poucos euros, mais uma pequena reforma da Sociedade Portuguesa de Autores que tem servido, durante os últimos anos, para pagar o carro onde se deslocava por Lisboa e para os concertos que foi dando pelo país. Nesses concertos teve salas cheias, meio-cheias e, por vezes, quase vazias; fê-lo sempre (era o seu trabalho) com um sorriso nos lábios e boa disposição, ganhando à bilheteira. Ontem, quando me deitei, senti-me triste. E, ao mesmo tempo, senti-me feliz. Triste, porque o mais normal é que os filhos emigrem e não os pais (mas talvez Portugal tenha sido capaz, nos últimos anos, de conseguir baralhar essa tendência). Feliz, porque admiro-lhe a coragem de começar outra vez num país que quase desconhece (e onde quase o desconhecem), partindo animado pelas coisas novas que irá encontrar. Tudo isto são coisas pessoais que não interessam a ninguém, excepto à família do senhor Tordo.
Acontece que o meu pai, quer se goste ou não da música que fez, foi uma figura conhecida desde muito novo e, portanto, a sua partida, que ele se limitou a anunciar no Facebook, onde mantinha contacto regular com os amigos e admiradores, acabou por se tornar mediática. E é essa a razão pela qual escrevo: porque, quase sem o querer, li alguns dos comentários à sua partida. Muita gente se despediu com palavras de encorajamento. Outros, contudo, mandaram-no para Cuba. Ou para a Coreia do Norte. Ou disseram que já devia ter emigrado há muito. Que só faz falta quem cá está. Chamam-lhe palavrões dos duros. Associam-no à política, de que se dissociou activamente há décadas (enquanto lá esteve contribuiu, à sua modesta maneira, com outros músicos, escritores, cineastas e artistas, para a libertação de um povo). E perguntaram o que iria fazer: limpar WC's e cozinhas? Usufruir da reforma dourada? Agarrar um "tacho" proporcionado pelos "amiguinhos"? Houve até um que, com ironia insuspeita, lhe pediu que "deixasse cá a reforma". Os duzentos e tal euros. Eu entendo o desamor. Sempre o entendi; é natural, ainda mais natural quando vivemos como vivemos e onde vivemos e com as dificuldades por que passamos. O que eu não entendo é o ódio. O meu pai, que é uma pessoa cheia de defeitos como todos nós - e como todos os autores destes singelos insultos -, fez aquilo que lhe restava fazer. Quer se queira, quer não, ele faz parte da história da música em Portugal. Sozinho, ou com Ary dos Santos, ou para algumas das vozes mais apreciadas do público de hoje - Carminho, Carlos do Carmo, Marisa, são incontáveis - fez alguns dos temas que irão perdurar enquanto nos for permitido ouvir música.
Pouco importa quem é o homem; isso fica reservado para a intimidade de quem o conhece. Eu conheço-o: é um tipo simpático e cheio de humor, que está bem com a vida e que, ontem, partiu com uma mala às costas e uma guitarra na mão, aos 65 anos, cansado deste país onde, mais cedo do que tarde, aqueles que o mandam para Cuba, a Coreia do Norte ou limpar WC's e cozinhas encontrarão, finalmente, a terra prometida: um lugar onde nada restará senão os reality shows da televisão, as telenovelas e a vergonha. Os nossos governantes têm-se preparado para anunciar, contentíssimos, que a crise acabou, esquecendo-se de dizer tudo o que acabou com ela. A primeira coisa foi a cultura, que é o património de um país. A segunda foi a felicidade, que está ausente dos rostos de quem anda na rua todos os dias. A terceira foi a esperança. E a quarta foi o meu pai, e outros como ele, que se recusam a ser governados por gente que fez tudo para dar cabo deste país - do país que ele, e milhões de pessoas como ele, cheias de defeitos, quiseram construir: um país melhor para os filhos e para os netos. Fracassaram nesse propósito; enganaram-se ao pensarem que podíamos mudar. Não queremos mudar. Queremos esta miséria, admitimo-la, deixamos passar. E alguns de nós até aí estão para insultar, do conforto dos seus sofás, quem, por não ter trabalho aqui - e precisar de trabalhar para, aos 65 anos, não se transformar num fantasma ou num pedinte - pegou nas malas e numa guitarra e se foi embora. Ontem, ao deitar-me, imaginei-o dentro do avião, sozinho, a sonhar com o futuro; bem-disposto, com um sorriso nos lábios. Eu vou ter muitas saudades dele, mas sou suspeito. Dói-me saber que, ontem, o meu pai se foi embora."

domingo, 26 de janeiro de 2014

Praxes...

 
Fiquei arrepiada com uma reportagem que vi sobre as praxes na Lusófona, a propósito do afogamento dos seis estudantes na praia do Meco em Dezembro. Segundo a estação televisiva, os afogamentos resultaram de praxes estúpidas e violentas, levadas a cabo por uma sociedade secreta de praxes!!!...há muito que sabemos que as praxes deixaram de ser umas brincadeiras que integram caloiros para se converterem em atentados à liberdade e direitos de cada um deles. Agora ficámos a saber que deixaram as ditas de ser feitas às claras e passaram a haver sociedades secretas de praxes, que levam os novatos ao limite, roubando-lhes as vidas e destruindo famílias.
Neste âmbito, soube-se também hoje que um professor da Universidade do Minho presenciou uma praxe que pelos vistos não era permitida, pelo que avisou seriamente o praxante. Resultado: o proto doutor transformou o professor em praxado.
Nunca fui a favor das praxes, mas nos tempos que correm o que me assusta é a falta de princípios, de humanidade, de socialização racional, de respeito, enfim, de educação desta malta. Há, contudo, um denominador comum: em tempos difíceis, andam os pais de muitos destes meninos a gastar sacrificadamente dinheiro para eles andarem na esbórnia???!!!...em tempos difíceis, anda o País a gastar dinheiro com muitas destas bestas???!!!...por outro lado, parece-me ser desta massa que se moldam os governantes que nos regem!!!....
:(
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Loas!!!...

 
Depois de uma semana engripada, aqui estou a fazer a "loa" da praxe ao desgoverno, em (des)coro com vassalos e media. Com o PSI 20 a cair, a bolsa a segui-lo, os juros a aumentarem em todos os prazos, decorre uma das maiores acções de marketing político de que há memória, com o apoio de todos os media.  A maior tentativa de lavagem pulhítica de toda a porcaria feita por este desgoverno que navega à bolina, sem projecto, sem qualquer documento que fundamente o seu rumo, as suas reformas, a não ser enveredar pelo caminho mais fácil: cortar, cortar, cortar na carne, no músculo, no osso de cada um. A semana da vergonha, da lixívia, da pré campanha para as eleições europeias. O povo, esse, em nada sente na pele as "melhorias" anunciadas ao nível da economia, do desemprego, os funcionários públicos e aposentados cada vez mais na miséria, o poder de compra a esboroar-se e o país a ruir!....isso são melhorias???... Seita de ditadores de caca!!!...