O fisco lançou duas penhoras (sendo que uma foi levantada) sobre os bens alimentares oferecidos à associação de apoio social Coração da Cidade, no Porto. Cegamente, num acto de puro terrorismo!!!!...
...continua a apertar cada vez mais o pescoço de quem depende dos estabelecimentos de saúde públicos. Desta vez é o Hospital de Setúbal que está em risco de perder 13 especialidades nocturnas, obrigando 350 mil pessoas a terem que deslocar-se para o Hospital Garcia da Orta, juntando-se aos 450 mil que esta unidade já cobre. Qual virá a ser o período de espera nocturna naquele hospital???... Uma gestão contra o "facilitismo" e a "repetição de erros" apregoada pela loira do regime (a 'boa gestora' que com 6 000€ por mês não vive desafogadamente!!!...), e que só visa afunilar até ao desespero os direitos básicos dos cidadãos. Se a estupidez fosse tributável, grande carga cairia sobre esta canalha que está no poleiro!!!....
Durante o período de inactividade deste blogue, aconteceram eleições na Grécia. Pelo cansaço do povo, nasceu uma coligação essencialmente de esquerda que tem vindo a procurar/negociar junto de Bruxelas melhores condições para o pagamento da dívida. Lá como cá, a verdade é que a crise foi declarada para salvar os bancos e "distintos" traseiros dos seus donos. Aqui, apesar do beneplácito do desgoverno, dum PR amorfo e dum presidente do BP pouco vigilante ou pouco cooperante com os pequenos depositantes, um banco não se safou. Só o banco, porque os gestores, esses estão na maior. Nada a que não tenhamos já assistido no caso do BPN, precisamente com a mesma laia de privilegiados...
Voltando à Grécia, as negociações com Bruxelas foram duras para conseguirem um apoio económico durante mais 4 meses, ganhando tempo para definirem claramente objectivos e estratégias. O que chocou quem por cá também está atolado em medidas austeritárias e continua a penar com falta de emprego, baixos salários, negação de apoios sociais, fome, falências e sucessivos roubos em vencimentos e pensões de reforma (que durante uns escassos meses serão aliviados graças às eleições que se avizinham), foi o facto da ministra das finanças (e respectivo cu-mandante!), juntamente com os homólogo espanhol, fazerem um pacto com quem nos aperta o garrote - a Alemanha, dificultando a vida ao novo governo grego. Por cá os vassalos ibéricos de Wolfgang Schauble bem o negaram, mas o seu acto de "caridadezinha" foi, e muito bem, posto a nú por Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis. Hoje, pode ler-se que o nazi de serviço mandou calar os governantes gregos. Veremos se são "obedientes", mas duvido!!!...
Neste desgraçado país, a incompetência chegou aos limites. A justiça não funciona, o ensino está a menos de meio gás e, quanto à saúde é bom que se consiga conservá-la. Somos dos que pagamos mais impostos e mais elevados na Europa, e os direitos cada vez são menos. Mas a despesa aumenta, sabemos todos com o quê!!!... Se o Coelho não viesse para o desgoverno habituado a trabalhar à sombra de compadres, entenderia que numa empresa privada não se pode ter um sistema informático sem funcionar durante meses, esse prejuízo seria incomportável para o empresário e o responsável pelo sistema seria corrido por incompetência . Se nessa empresa necessitassem de contratar pessoal especializado e não o conseguissem, o responsável pelos recursos humanos seria banido dos quadros. Isto se fosse numa empresa privada. Mas no Estado que todos pagamos, pode-se admitir a incompetência e tolerar a permanência de responsáveis que nada produzem, para além de reformas dúbias e concursos fraudulentos. Desde o dia 1 de Setembro que os cidadãos estão sem direitos assegurados, com o País em estado de citius, logo, a Constituição da República não está a ser cumprida. Igualmente, a 1 de Setembro os docentes deviam estar colocados para, atempadamente, assegurarem o início do ano lectivo. Estamos a 13 de Outubro e não houve milagre de Fátima. Milhares de alunos continuam sem professores, os concursos continuam engatados - com um docente a receber 75 colocações, pasme-se!, e outros a serem colocados em 2 ou mais horários/escolas. Famílias a receberem ameaças de despedimento porque não tendo a quem deixar os filhos se vêem na necessidade de ficarem com eles em casa, e docentes exaustos com esta incompetência/ignorância/ignomínia e, mais uma vez a Constituição da República a não ser cumprida no que ao ensino público diz respeito. Infelizmente, os sindicatos andam adormecidos e, muitos sindicalistas a viverem à sombra da bananeira, em vez de comunicarem estes crimes contra os Direitos Humanos ao respectivo tribunal Europeu!...
Quanto ao "presidente" desta empresa ranhosa que se chama Estado, que lidera uma equipa a que se chama (des)governo, se corresse com os ministros responsáveis por este descalabro seria a constatação da incompetência generalizada dessa equipa, que contratou "especialistas/aparelhistas" recém licenciados a ganharem brutais vencimentos e que, por inexperiência não percebem um cú de nada. Estamos, assim, entregues a cabeças de caca, a corruptos, a compadrios, a mafiosos que nos lixam e a quem pagamos principescamente para o fazerem.
.... chegou ao extremo. A falta de moral e de ética é a evidência do que este desgoverno é e sempre foi. A desonestidade explícita é o espelho em que se pode rever este PM que nos tem desgovernado ao longo destes 3 últimos anos. Após denúncia de que recebia 5 000€ mensais de vencimento da Tecnoforma (uma ONG desaparecida ou fantasma, ou tudo isso junto!), enquanto deputado em exclusividade, afirma com cara de sonso, que não se lembra (eu cá não me esquecia se recebesse esse valor por mês!) e pediu à AR para verificar se, efectivamente, esteve em exclusividade. Como o polvo tem braços compridos e fortes, a AR veio a terreiro afirmar que o então deputado não esteva em exclusividade. Explorada a questão, este honesto cidadão/deputado, hoje PM, terá então de explicar ao País porque é que, à revelia da lei, teve o especial cuidado de, no final da legislatura, pedir o subsídio de reinserção devido somente aos deputados que exercem em exclusividade. Como os factos se passaram até 1999, prescreveram, pelo que a investigação da PGR ou da Judiciária é ineficaz, uma vez que já não pode ser condenado. Mas...pode um indivíduo destes continuar à frente do governo de um país? A partir do momento em que foi descoberta toda esta trafulhice, pode este "exemplar" ministro exigir a algum concidadão que pague e/ou cumpra os prazos de pagamento ao fisco? É sim, um excelente exemplo da promiscuidade e da corrupção que grassa por terras lusitanas. Parece que agora (só agora! no fim de tanta arrogância e padecimento que infringiu ao povo!...), o PSD está a ficar incomodado. É bom que sim, que se incomode com alguém que apareceu na cena política empurrado pelos lobbies.
Afinal, não foi o povo anónimo onde me incluo, que viveu acima das possibilidades! foi ele e tantos outros como ele que roubaram o que não deviam: o erário público!....
Já agora, o PR hibernou, está internado ou morreu???....
Parece que o Pinóquio de serviço, entre muitos lobos maus e lobisomens com que voltou a ameaçar o desgraçado do povo (entre eles reformados e funcionários públicos sujeitos a roubos mensais e insanos por parte desta classe política excomungada e traidora) por causa do novo chumbo do TC, disse por lá que não voltará a mexer na Segurança Social e, já agora, quer que seja o PS a apresentar a reforma da Segurança Social antes da eleições. Como se ele fosse o "quer, posso e mando"! Como se não tivesse maioria absoluta e não tivesse feito o que quis até agora, com a bênção do alfarroba. Como se fosse o PS o partido que está no desgoverno ou a ser pago para legislar, já que o desgoverno não o sabe fazer sem ser à revelia da Constituição! Ele que explique primeiro quanto dos fundos da SSocial (não consigo escrever somente as siglas "SS", que hei-de fazer?) investiu no BES, seja no "Bom" ou no "Mau". Ele que fale da hecatombe que se abateu sobre o país durante o período em que esteve de férias na Manta Rota, substituído pelo "Irrevogável" que nada disse sobre o assunto, tendo acima na hierarquia o "alfarroba" com um ataque de mudez severo. Porque não falam nos largos milhões que o país perdeu à pála da corrupção e da ignomínia???...
Dizem hoje os meios de comunicação social, numa triste tentativa de tecer loas a tão triste figura, que estiveram presentes 2 600 pessoas no Pontal. Dói-me nesse sítio, realmente não o posso negar, 2 600 pessoas são muitas a pactuar com a bandidagem mas, pensando melhor, entre membros do desgoverno, boys, familiares e amigos perfilados para o tacho (como o filho do Durão Barroso que entrou agora para o BdP, sem concurso, em plena crise da banca), até nem são muitos. Bem podem os media continuar a zurrar e a fazerem do "pontal" uma dor quase colectiva.
O desgoverno limita-se a desgovernar a favor dos mesmos, aqueles que controlam (mal!) a vida de um povo farto de sofrer pelos erros dos decisores. Depois venham-me aldrabar e dizer que vivi acima das minhas posses, qu'eu gosto!!!
A PACC - Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades foi realizada por 10 220 professores. Uma prova aplicada indiscriminadamente a professores de todos os ramos de ensino, isto é, educadores de infância, passando pelos de Educação Musical e todas as outras áreas, na tentativa de criar professores clonados a nível de conhecimentos e capacidades. Hoje, mais uma vez, a imprensa serviu de canal de comunicação do desgoverno e veio dizer que, de entre os profs que efectuaram a prova, 1 473 reprovaram e 62,8% deram erros, sendo que esses erros são, maioritariamente, os que não se enquadram no "acordês", mas isso não foi esclarecido, assim o impacto da estupidez e incompetência dos professores é maior. Mas os restantes felizardos, os 8 747 aprovados, também não terão melhor sorte que os reprovados, graças a esses enormes aglomerados de alunos por sala, ao corte nos apoios educativos, à extinção dos pares pedagógicos e, sobretudo, à sugestão implícita em todos os actos neoliberais deste desgoverno de que o privado, neste caso o ensino, é que é bom (vêem-se os colégios do grupo GPS, subsidiados pelo Estado - todos nós - a serem investigados por crimes de corrupção e branqueamento de capitais....). Aí os profs aí são mais competentes, formados em universidades de topo, não precisam de PACC, logo, encaminhem-se os alunos para o privado. Quem puder!...quem não puder deixe-os no ensino público o que não é boa ideia!.... :(
Para finalizar, deixo por aqui o que já escrevi noutro lado:
Solidária com todos os docentes: os que não se submeteram à PACC, os que o fizeram, os que por insondáveis desígnios vigiaram quem a fez, e ainda com os que foram violentados pela polícia. A Crato o que é de Crato: o maior traidor à classe que alguma vez passou pelo MEC. Um traidor incompetente, porque permitiu que a toda poderosa estrutura do MEC introduzisse na prova um texto de José Cardoso Pires em "acordês"!... Dentro em breve teremos Camões, Eça, Pessoa e restantes escritores portugueses de outros séculos traduzidos nessa miscelânea. Onde chega a bestialidade!!!!....
Mais uma vez o Tribunal Constitucional veio dizer que é legal roubar os direitos aos cidadãos aposentados., e aplicar mais 1% para a ADSE. Sempre os mesmos a pagar!!!... Isto porque os aposentados da magistratura têm os vencimentos indexados aos do activo. Por aqui se pode comprovar o estrito respeito pelo cumprimento da lei da equidade no que respeita aos direitos dos cidadãos: uns têm todos os direitos e mordomias, os outros não têm direito a direitos. Os vermes rastejantes que governam e os que coadjuvam a governação neste país são todos farinha do mesmo saco, acrescidos dos honestos banqueiros a quem nada acontece . Salazar deve dar saltos de contente na tumba ou lá por onde andar.....
....foi o que ganhou o Cherne nestes anos todos em que esteve à frente dos destinos da Europa, sempre subserviente aos interesses de quem nela manda e de quem mais pode. Por isso ocupou esse cargo: proveniente de um pequeno país, com fracos recursos económicos, que pouco peso tem na UE, Barroso, o durão, em nada homenageou o seu nome nem a sua proveniência. O fraco desempenho enquanto presidente da Comissão Europeia equivale ao que teve enquanto PM de Portugal. Mas também essa foi uma das razões porque o lá puseram: esperavam dele que fosse a figura amorfa que pouco chatearia, e foi o que aconteceu. Hoje, o presidente cessante da C. Europeia saiu-se com um discurso reles, pimba, ao dizer que a adopção do acordo relativo aos fundos estruturais para Portugal representam "uma pipa de massa". Aprendeu pouco, enquanto andou pelas lides estrangeiras. Esperam-se os próximos capítulos relacionados com esta inábil figura: uma possível candidatura a PR, e uma condecoração pelo trabalho de caca que fez até hoje por onde passou.
Está aí há uns dias a dança do vira "ora agora viras tu, ora agora viro eu......." Uns aconselhados outros desaconselhados, instalou-se um clima de esquizofrenia no desgoverno que não aceita o parecer do TC no que respeita à continuação dos roubos ao Zé.
Por outro lado, o maior partido da oposição está mudo e quedo no que ao tema diz respeito, em período de introspecção de caca, escolhido a destempo e a desmodo. Se ao desgoverno der mais uma bolha má estamos metidos numa alhada dos diabos. Só me apetece mandar toda esta sacanagem para a pata que os pôs. O povo e os seus males, afinal, interessam a quem?.....
... da postura da D. Inércia, tem-me levado a deixar este blogue um pouco abandonado. Talvez pela mesma razão, deixo a opinião de Isabel Moreira, editada no Expresso e com a qual concordo plenamente.
Tribunal Constitucional - do ataque ao pretexto
Isabel Moreira | Anunciada a saída limpa, uma das marcas que fica deste governo regressado a 1640, na versão CDS, ou ao 25 de Abril, na versão PSD, que ficará inscrita na história é sua relação com o Tribunal Constitucional (TC).
O governo é propositadamente bipolar. Não há memória de um Executivo passar do discordar legitimamente de decisões do TC para ameaçar este órgão de soberania elementar na defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos, pressionar os juízes despudoradamente, e, pior, desrespeitar teimosamente as decisões daquele.
No primeiro orçamento de estado (OE), quando o Governo, ao arrepio de promessas claras na campanha eleitoral, teve por bom ultrapassar a troica na dose e nos alvos cortando dois subsídios (natal e férias) aos funcionários públicos e aos pensionistas, aposentados e reformados, em cima das reduções remuneratórias de 2011, o TC foi claríssimo. No Acórdão 353/2012 pode ler-se isto "A referida situação e as necessidades de eficácia das medidas adotadas para lhe fazer face não podem servir de fundamento para dispensar o legislador da sujeição aos direitos fundamentais e aos princípios estruturantes do Estado de Direito, nomeadamente a parâmetros como o princípio da igualdade proporcional. A Constituição não pode certamente ficar alheia à realidade económica e financeira e em especial à verificação de uma situação que se possa considerar como sendo de grave dificuldade. Mas ela possui uma específica autonomia normativa que impede que os objetivos económicos ou financeiros prevaleçam, sem quaisquer limites, sobre parâmetros como o da igualdade, que a Constituição defende e deve fazer cumprir".
O TC decidiu e a sua decisão é vinculativa, apesar de o Governo ter argumentado, e inscrito no OE, que as medidas que "deixam muita gente de fora" - esse discurso indecente que se alegra com haver tanta gente abaixo dos 600 euros mensais - teriam a duração do programa de ajustamento. Esta foi sempre a promessa escrita na lei: transitoriedade.
O Governo leu o Acórdão e decidiu desrespeitar o TC. Em 2013, apesar de toda a fundamentação do TC, e novamente ao arrepio das promessas eleitorais, teve por bem continuar a ultrapassar a troica na dose e nos alvos, pelo que tratou de insistir no corte dos subsídios - que são remuneração - exatamente dos mesmos. Desta vez, como se a fundamentação do TC não matasse a tentativa à partida, o OE previu cortar um subsídio exatamente aos mesmos.
Sem espanto, o Acórdão 187/2013 foi claríssimo: "Na última dessas decisões, o Tribunal considerou, porém, que os efeitos cumulativos e continuados dos sacrifícios impostos às pessoas com remunerações do setor público, sem equivalente para a generalidade dos outros cidadãos que auferem rendimentos provenientes de outras fontes, corresponde a uma diferença de tratamento que não encontra já fundamento bastante no objetivo da redução do défice público. E implica por isso uma violação do princípio da igualdade proporcional, assente na ideia de que a desigualdade justificada pela diferença de situações não está imune a um juízo de proporcionalidade e não pode revelar-se excessiva".
O Governo, mentindo na atitude e nas palavras, revelou-se espantadíssimo com este TC, uma "força de bloqueio", mandou teorizar falsidades acerca das decisões em causa e acerca da natureza da Constituição (CRP). Uma Constituição igual à que nos rodeia passou a socialista, rígida e ultrapassada. Não ocorreu a ninguém perguntar a Passos e companhia se os princípios invocados pelo TC (igualdade, proporcionalidade e, mais tarde, tutela da confiança) serão alvo de uma proposta de revogação num novo e louco projeto de revisão constitucional.
Ainda hoje, Passos Coelho, que anda alegre, como é de campanha, exalta o esforço "apesar" de tanta e inédita intervenção do TC. E avisa que se o TC declarar inconstitucionais os cortes de salários terá de aumentar ainda mais os impostos. Esta mentira na postura e nas palavras devia fazer gritar qualquer democrata, porque os democratas sabem que o TC só decide se alguém, como foi o caso de Cavaco, lho solicitar e a austeridade travada pelo Tribunal que nos defende deve-se à produção propositada de leis inconstitucionais e não a quem, na qualidade de órgão de soberania mandatado para tal, trata de repor a legalidade.
Governar contra o TC é governar mentindo e é governar contra a democracia.
Quando foi anunciada a vergonhosa "convergência das pensões", duvido que alguém de boa-fé não esperasse uma decisão do TC por unanimidade. O Acórdão 862/2013 fundamentou profundamente a violação do princípio da proteção da confiança que decorre do Estado de Direito democrático e disse isto e é isto que vem sendo desmentido por um Governo sem cara:"No juízo de ponderação que é imposto pela proteção da confiança, onde se confronta e valora a condição de pensionista, em princípio, sem possibilidade ou impossibilidade de regressar a uma vida ativa que permita recuperar o que lhe é retirado, com os referidos interesses públicos, que podem ser satisfeitos no horizonte mais alargado, a solução justa à luz do princípio da proporcionalidade imporia também que a implementação da medida se fizesse de forma gradual e diferida no tempo. Aplicá-la de uma só vez, seria ultrapassar, de forma excessiva, a medida de sacrifício que a natureza do direito à pensão poderá admitir".
O TC não acolheu a argumentação de que estávamos perante uma "reforma estrutural" e denunciou bem que se tratava apenas de uma medida "avulsa". Explicou que a pensão não é um direito absoluto, mas que mexidas em valores atribuídos só podem ser admitidas no âmbito de uma verdadeira reforma estrutural do sistema de público de pensões.
Espetacularmente, vem agora o Governo mentir outra vez usando o antigo inimigo (o TC) como pretexto.
Recapitulando: os cortes (que estão a ser mais uma vez analisados pelo TC) acabariam com a saída da troica; os cortes nas pensões acabariam com a saída da troica; não haveria mais aumento de impostos.
Anúncio súbito: os cortes são para continuar mas em menor dose; as pensões terão o seu tempo de reposição; os impostos vão ser aumentados.
E por quê? Por causa da leitura que o Governo faz dos acórdãos do TC. Mas haverá limites para o descaramento? Nem um cão acredita na dita leitura. Pois se o TC deixou passar cortes porque o Governo garantiu a sua caducidade com a saída da troica, que "leitura" anda o Governo a fazer?
O Governo prometeu e não fez. O Governo feriu, propositadamente e sucessivamente, a CRP. O Governo usa agora o TC como pretexto para a sua desfaçatez. É pedir a um membro do Governo que nos explique onde, em que página dos acórdãos do TC, encontra o comando para aumentar impostos e insistir nos cortes.
Chegará o dia em que quem nos desgoverna passa a ter a gentileza de não nos tomar por acéfalos?
música para o Eurofestival da Canção?... Bahhh!!!...
...dizerem que me representam e ao País da forma que o vão fazer no Festival Eurovisão da Canção, com uma canção sem qualquer conteúdo, acompanhada de música pimba, onde uma Suzy se farta de gritar "quero ser tua" e como "ser tua", acompanhada de mais duas Suzys a saracotearem-se, mais parecendo um desfile de gajas a sacudir tudo quanto abana!... é isso que vão mostrar lá fora!!!...
Sem mais, é esta a "coltura" para a qual evoluímos e da qual vamos dar conta lá fora!... Políticos pimba - música pimba, estamos com a esperança em alta, não haja dúvida!!!...
...de quase um mês sem nada publicar quer por falta de tempo, quer por preguiça, quer por circunstâncias da vida, ou tudo junto, não tenho deixado de acompanhar os desvarios e as decisões do desgoverno. Verifico com mágoa que aquilo que tanto se temia e de que tanto se tem falado está a acontecer: o país mergulhado numa ditadura sem rosto, transversal ao PR, ministros e secretários de estado, sendo que um dos ministros deste desgoverno ficará internacionalmente conhecido pelo "troika", e um secretário de estado pelo "alemão", tal é a falta de sentido patriótico desta gentalha. As pessoas podem manifestar-se, falar, fazer-lhes ver (mesmo famosos economistas estrangeiros) que o barco está a ir ao fundo, que de nada vale: os burros continuam a puxar a nora de palas nos olhos!!!....
Depois de uma enorme polémica sobre a prova de acesso dos docentes contratados à carreira, quando a maioria destes já lá se encontram, alguns deles há 20 anos e mais, hoje o "demo-cratu" cedeu ligeiramente, vindo à liça afirmar que estão dispensados da prova os docentes que tenham 5 ou mais anos de serviço. O que me admira são as faculdades e institutos superiores estarem calados, permitindo que lhes passem atestados de incompetência no que à licenciatura dos docentes diz respeito. Enfim, sinais dos tempos que passam!...
Hoje esteve também em debate a idade da reforma que deveria subir para os 66 anos, depois de ouvidos sindicatos e representantes das entidades patronais. Mas parece que o desgoverno levou a debate um documento fechado, só para cumprir calendarização de reuniões e decidiu unilateralmente, ao arrepio dos pareceres dos parceiros sociais, aumentar definitivamente a idade da reforma. Estamos ou não já numa ditadura, comandados pelo poder dos gajos das massas com interesses alheios aos do país, devidamente sancionados por aqueles que de forma calaceira se apoderaram do poder para lixarem tudo o que existe???... Quanto ao negócio dos estaleiros de Viana fede, assim como o ministro patrono, "mailo" restante desgoverno sem vergonha. Igualzinho ao BPN/BIC: todos bons negócios...para alguns, ironicamente, sempre para a mesma cambada!!!!....
...de intervenção política deixadas pelo cardeal Cerejeira de má memória, ficaram por aí disseminadas. Em tempos de crise, essas lições prenhes de pensamentos fascistas e redutores voltam pela mão de D. Policarpo, "alto" pregador da ICAR, que prefere apelar à caridadezinha do que defender o povo daquilo que assume ser "política liberal", preservando os políticos que a aplicam bem como aqueles que dela beneficiam. Este controlador do livre pensamento, ao contrário de D. Januário Torgal Ferreira, abafa a miséria, o desespero, a humilhação, a degradação do estado social e da qualidade de vida, em favor de quem a promove. Segundo ele, o rebanho deve ser submisso, calado, porque o bicho papão espreita. As suas palavras proferidas perante uma plateia de cerca de 200 almas numa conferência sobre "Caridade é a fé em ação" em Setúbal, ecoaram imediatamente pelo país, como se tivessem sido proferidas numa conferência com a presença de milhares, pela mão de acéfalos e invertebrados jornalistas que vivem em permanente genuflexão perante o poder instalado, sem conhecimento efectivo do que foi ou do que é uma ditadura, promovendo aquilo que essa personagem mais ambiciona de volta: os tempos da trilogia "Deus, Pátria e Família", quando no meio do obscurantismo instalado a ICAR tinha o poder de parceria governamental.
".... são os novos judeus da Europa, querem a nossa liquidação final, querem-nos mortos sem tratamentos, à fome e ao frio."
São estes os desígnios dos troikos aplicados pelos miguéis de vasconcelos, vassalos alapados no desgoverno, filhos das pedras que os pariram, que se preparam alarvemente para roubar familiares e amigos idosos, para além de todos os outros, aproveitando o silêncio cúmplice de muitos que confiada e orgulhosamente lhes deram o voto que hoje lhes permite vilipendiar os seus direitos. É a sabujice levada ao extremo para com os idosos!!!... Esta escumalha fede, são os "yes men" dos interesses capitalistas de uma minoria, o espelho do maior aldrabão que alguma vez governou este país, da ovelha ranhosa que tudo prometeu mas tudo rouba!!!...
O início do ano lectivo arrancou de forma coxa e atamancada, com um propósito supremo: desvincular professores que até ao momento estavam a contrato há um sem número de anos. Isto porque a visão dos desgovernantes é afunilada no que à equidade diz respeito: uma entidade privada pode renovar contrato ao mesmo funcionário por tês períodos consecutivos, findos os quais se a vaga se mantiver terá de o passar definitivamente para o seu quadro. O "cumpridor" Estado, ou quem o dirige, renova contratos ad eternum, sem cumprir esta legislação. Ora, consequentemente, há docentes há 20 anos ou mais a trabalhar a contrato - e os sindicatos têm consentido esta indignidade! Dentre esses docentes, há uns anos a esta parte, há ainda os "saltitões", ou seja, aqueles contratados que no 1º CEB (e por vezes também no pré-escolar) andam de escola em escola para completarem horário com as AECs (Actividades de Enriquecimento Curricular), e os sindicatos têm fechado os olhos a este tipo de contratação low cost de docentes. Dessas actividades constavam até agora o Estudo Acompanhado e o Inglês como oferta obrigatória, sendo que as restantes (Música, Educação Física, Educação Visual, Dança, Espanhol...) fazem parte da escolha opcional de cada agrupamento de escolas em consenso com as associações de pais e outras entidades. O supra sumo da Educação do País, resolveu no início deste ano lectivo acabar com a obrigatoriedade da disciplina de Inglês nas AECs do 1º CEB, quando está pedagogicamente comprovado que é a idade ideal para, de forma lúdica, se aprender uma segunda língua. Hoje, numa pirueta circense, o supra sumo vem dizer que a disciplina de Inglês irá passar a fazer parte do currículo do 1º CEB. Joga-se, assim, com a vida e carreira de docentes como se fossem coisas descartáveis e os sindicatos nem bulem. As grandes manifs de outros tempos estão na prateleira por medo dos sindicalistas (não vá o diabo tecê-las e não tenham eles de voltar a dar aulas e, em última instância, terem de fazer o exame de admissão para o reingresso na carreira!), assim como por falta de poder económico dos docentes que não se podem dar ao luxo de perderem o vencimento de um dia de trabalho. Mas, pior que tudo é a insegurança das famílias e dos alunos um pouco por todo o País, graças a este(s) ignorante(s) que se afirma(m) supra sumo(s) de coisa nenhuma!... Neste momento, famílias, alunos e professores já estão todos no mesmo patamar de revolta!... e mais não digo, o assunto tem pano para o manto de um qualquer D. Sebastião que nos salve!....