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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quarenta anos depois....

 
Em final de dia de comemoração dos 40 anos da Revolução de 25 de Abril e, porque esta data se comemorou em grande grupo no Centro de Negócios de Ourém, aqui fica a homenagem aos obreiros deste dia da Liberdade que, nestes últimos 3 anos não têm comparecido na Casa da Democracia. Os que criaram as condições para que essa casa funcione, preferiram comemorar hoje o Dia da Liberdade no Largo do Carmo, junto do povo, tendo Vasco Lourenço atacado fortemente o Governo, que disse integrar "herdeiros dos vencidos em 1974".  Não se engana, porque temos vindo a regressar rapidamente aos tempos de escuridão. Três anos durante os quais se perderam milhares de empregos, se fecharam milhares de empresas, se perderam direitos no trabalho, na saúde e na educação, se perdeu mão de obra qualificada. Três anos em que a emigração voltou aos valores dos anos sessenta, desta vez incentivada por quem deveria ter aproveitado os recursos altamente qualificados que todos nós pagamos, e que nos fez voltar aos tempos das viúvas de maridos vivos, e dos pais órfãos de filhos vivos: como antes!!!... Três anos em que a principal medida de governação foi o roubo directo nos vencimentos e reformas dos funcionários públicos e aposentados da função pública, além dos indirectos com o aumento de todo o tipo de impostos, porque a inteligência não abunda, logo, não chega para mais. Assim é fácil ser governante, mas difícil ser (pseudo) governado.
Por fim, também lamentavelmente, neste dia, o discurso (mais um!) daquele que supostamente é a 1ª figura do Estado foi de um cinismo atroz, como se não tivesse até agora subscrito, promulgado e pactuado com todas as politicas e idiotices emanadas do desgoverno que tanto protege.
Gente que não tem espinha dorsal, gente que serve de joelhos grandes capitalistas e banqueiros, gente que promove a mão de obra barata, gente que faz deste um país 3º mundista aprazível à exploração, não governa: humilha as gentes de Portugal!....

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O dinossauro...

 
Segundo os media, foi encontrado na Lourinhã um esqueleto fossilizado de um dinossauro carnívoro. É, certamente, o ascendente de muitos que andam por cá ainda hoje, e que persistem em eternizar-se nos altos cargos que lhes caíram no colo, por muito xexés que já estejam. O mais grave, é que os proto dinossauros que nos desgovernam, não sabem fazer melhor!....estamos bem entregues!!!...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa

imagem do Google

Comemora-se hoje o 123º aniversário de Fernando Pessoa. É hoje considerado um dos maiores poetas portugueses, quer a nível nacional, quer mesmo a nível internacional. Enquanto poeta assumiu diferentes personalidades, conhecidas por heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos), que viriam a ser objecto de estudo das diferentes etapas da sua vida e obra. Veio a falecer ainda novo, com 47 anos, vítima de cirrose. Porque passou a sua infância na África do Sul e dominava bem o inglês, a sua última frase foi escrita nesse idioma: "I know not what tomorrow will bring… ". Aqui fica um dos seus poemas, bastante expressivo quanto à sua personalidade.


Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está de pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Fernando Pessoa

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril e a poesia

25 de Abril com Zeca Afonso

Comemora-se hoje o Dia da Liberdade ou da Revolução dos Cravos. Que este dia possa continuar a ser comemorado em liberdade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Zeca...

Se fosse vivo, teria hoje 81 anos.
Faleceu com 57 anos, a 23 de Fevereiro de 1987.
É o ícon das canções de intervenção do período pós-revolução.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Almeida Garrett

Comemora-se hoje o aniversário do grande escritor que foi Almeida Garrett, nascido a 4 de Fevereiro de 1799. Aqui fica um dos seus poemas, "Pescador da barca bela", musicado e lindamente cantado.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

To John Lennon

Homenagem a John Lennon, que faria hoje 70 anos, um dos fundadores do mais famoso grupo britânico de música rock dos anos 60: os Beatles.




terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ourém - Os 100 anos da República

Assim se comemorou em Ourém o centenário da República. Uma cerimónia simples mas plena de significado.
O discurso do Presidente da CMO

A estátua da República e alguns dos actores que personificaram a época

Estátua da República, obra do artista plástico Chichorro

Estátua da República encimada pela "rosa albardeira"

A homenagem à história do País e ao povo de Ourém

Personificação do Administrador Artur de Oliveira Santos e esposa
à varanda do Museu, edificado no espaço que outrora foi a sua casa.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Férias III

Um Forte com muita história, lindo por dentro e por fora: o Forte de Peniche.



A cidadela do Forte iniciou-se em 1557 e ficou concluída em 1570, reinado de D. Sebastião.
Em 1580, um exército inglês de doze mil homens desembarcou na Baía de Peniche com a missão de auxiliar as pretensões do regente do reino, D. António, prior do Crato e com o objectivo de tomar Lisboa, que já se encontrava sob o domínio espanhol. Este exército britânico encontrou forte oposição nas cercanias da capital, o que os levou a retirar sem glória, reembarcando em Cascais para terras de Isabel I. Deste modo, Portugal foi abandonado pelos seus britânicos "amigos de Peniche".

Foi restaurado ao longo da sua existência, concluído definitivamente em 1645 mas, não serviu só de fortaleza, servia também de calabouço. Aqui está um parlatório (do séc. XX,claro!), do tempo em que no forte estiveram presos de "outras guerras". Não há acesso às masmorras que na maré cheia faziam com que os presos ficassem com água (gélida!) até ao pescoço.
Muito bom (hoje) passar aqui por dentro, para que as memórias não ousem esquecer a escuridão de 40 anos, terminada na década de 70.