terça-feira, 11 de setembro de 2012

Governo cria linguagem....


... para justificar medidas de austeridade, através de um documento interno, dirigido a todos os ministérios. Deve ser por isso que o povo, economistas, especialistas em direito (de trabalho e não só), juízes, etc, assim como os restantes partidos políticos não aceitam as novas medidas de austeridade impostas no passado dia 8 de setembro pelo "dialecta" de serviço. Todos nós pensámos que o fulano se tinha dirigido ao povo em língua portuguesa mas, pelos vistos, criou um novo "dialecto" para o fazer, que depois divulgou pelos ministérios, pressupondo-se daí que os portugueses nao tenham entendido tudo e que esteja subjacente à sua comunicação e que vem aí mais do mesmo. Criaram, pois, uma qualquer linguagem entre eles, tipo dialecto para se entenderm melhor, uma anormalidade qualquer à sua semelhança!.....

domingo, 9 de setembro de 2012

Até qu'enfim, srs juízes!!!




A Associação Sindical dos Juízes Portugueses veio a público afirmar que as novas medidas apresentadas pelo Primeiro Maquiavélico de serviço ao desgoverno são "uma afronta ao Tribunal Constitucional", porque continuam a penalizar os mesmos. Quanto a mim, além de penalizarem gravemente os mesmos, agravam ainda mais a economia das famílias e do País, provando que a inteligência destes desgovernantes é muito limitada. Voltando aos juízes, que têm permanecido tãããooo silenciosos, quando são eles que detêm os conhecimentos e os meios para obrigarem o desgoverno a funcionar dentro da legalidade, até qu'enfim que se pronunciam. Portugal precisa de juízes que não se submetam ao poder político, que façam cumprir as leis que regem um Estado de Direito, que lutem pelos direitos dos cidadãos, que sejam credíveis e devolvam, assim, ao povo, a credibilidade da Justiça no País. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Todos os badamecos podem multar!!!....


No passado dia 3o de junho tive de me deslocar a Santarém, onde passei grande parte do dia. Ao chegar, cerca das 10h, achei um estacionamento relativamente perto do shopping, junto a um terreno cheio de ervas, onde não vi qualquer sinalização específica (embora tivesse olhado em redor) que me proibisse ou condicionasse o estacionamento. E lá fui à minha vida. Cerca das 17h quando cheguei ao carro tinha um envelope pequenino preso num dos limpa pára-brisas, tendo pensado para com os meus botões "olha, os bruxos estão a ficar finos, já colocam a propaganda em envelopes!". Abro o dito cujo e, qual não é a minha surpresa, saiu-me de lá um papelito (do tamanho desses dos bruxos mas mais mal amanhado) que era uma multa de 4 €, assinado por um qualquer funcionário de uma empresa municipal de Santarém, que me informava (também!) que a zona de estacionamento era paga. No papelote constava a "entidade", "referência" e "valor" como em qualquer outro pagamento de serviços, mas deixou-me na dúvida se não seria qualquer forma manhosa de rapar dinheiro aos incautos, porque a zona era mesmo dúbia.
No dia útil seguinte fui para cumprir a minha obrigação de boa cidadã e a coisa não funcionou. Excelente, ainda mais dúvidas me deixou. Passados uns dias lá fui fazer nova tentativa e o multibanco caçou-me os malditos 4 €. Em Agosto, leio no Mirante que estas cobranças se estavam a processar por ordem da CMSantarém com delegação de competências para o efeito na empresa municipal STR-URBHIS, sem que a situação constasse dos respectivos estatutos da empresa e sem que os funcionários tivessem formação para o efeito, o que tornava o acto numa completa ilegalidade ao quadrado. Fiquei tão brava, que jurei a mim mesma que não pagaria mais fantochadas destas e que só reconheceria a autoridade para me identificar e/ou multar à PSP ou GNR. É o que farei e, da próxima vez que for a Santarém e me calhar um imprevisto destes, não quero saber se os funcionários já têm ou não formação, se esta foi feita tipo "curso relvas", se a empresa já tem os estatutos legais ou não, a câmara que desconte no que eu paguei ilegalmente, ou então devolvam-me a quantia com os rerspectivos juros, JÁ!!!!....
Aliás, essa câmara é um poço sem fundo, bem pode continuar a roubar os cidadãos que por lá residem ou passam que de nada lhe serve, o buraco que Moita Flores deixou é demasiado fundo e negro, acrescido ao facto de continuarem a pagar serviços externos a (ex?)familiares dos decisores, por falta de tempo dos trabalhadores do município, pasme-se!!!...Aqui não funciona a lei dos compromissos, só pode!....
Ah! já agora, porque não caiu a justiça em cima do município quando a marosca das multas ilegais foi denunciada pelos media????

Eighties....

Há quanto tempo não oubia Boney M........

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Multas no ensino....



Foi ontem publicada em DR a nova lei que responsabiliza os pais e/ou encarregados de educação pelo comportamento dos seus educandos, cortando o apoio social a alunos que dele usufruam ou com multas que podem ir dos 13 aos 79 €. As causas dos cortes e multas podem advir da não matrícula do seu educando, falta de frequência e/ou assiduidade e pontualidade. Os pais/encs de educação ficam ainda obrigados a comparecer na escola quando os filhos/educandos atinjam metade do limite de faltas injustificadas ou em caso de audição obrigatória devido a procedimento disciplinar, ou ainda devido á realização de medidas de recuperação.
Por questões morais, todos os pais e encs de educ. deveriam ter o cuidado de acompanhar de perto o percurso escolar dos seus filhos/educandos uma vez que estes não pediram para vir ao mundo, mas também todos sabemos que assim não é porque os pais trabalham e delegam na escola responsabilidades que lhes competem. Também acredito que muitos desses pais/encs de educ. desconheçam que o seu educando está a faltar, ou esteja com problemas graves no âmbito escolar. Por outro lado, muitos não têm os conhecimentos necessários para fazerem o acompanhamento escolar dos educandos em caso de derrapagem dos mesmos. De qualquer forma, no meio de tanto desemprego e miséria social que grassa por aí, gostaria que me explicassem como se vão fazer este tipo de cobranças.
No tempo do "Unha Grande" (e até durante alguns anos depois do 25 de abril) os profs eram obrigados a  comunicarem o absentismo reiterado à GNR, esta ía a casa do enc. de educ. tomar conhecimento das causas que levavam a este tipo de comportamento, caso não fosse por doença (e a maioria das vezes não era, iam ajuadr os pais com as culturas sasonais ou outras tarefas), convencia os pais a mandarem os seus filhos à escola, bastando muitas vezes a ida dos agentes à porta da residência para intimidar os pais a cumprirem a lei. Se persistissem era-lhes retirado o abono de família pela Segurança Social. É evidente que os alunos nestas condições eram provenientes de familias carenciadas a quem faziam falta todos os "tostões", como tal no outro dia lá estava o aluno na sala de aula. Depois passou a não acontecer nada, agora vai-se do zero (não do oito!) ao oitenta, com muitos pais sem dinheiro para pagar, inclusivé, o transportes dos filhos! Veremos no que vai dar!!!... 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ourém de negro

imagem "roubada" da net
Apesar de hoje Ourém acordar sob um sol mais encorajador, do norte do concelho continua a surgir fumo negro, o fogo continua a consumir o que pode. Terras, casas e viaturas estão cobertas de cinzas trazidas pelo vento mas, mais grave que isso, são as perdas humanas e materiais: uma vida, um aviário, duas casas, e uma empresa de Urqueira, sobrevivente à maré de encerramentos compulsivos, que continuava a manter o número de empregados e a fazer avançar a economia do concelho. Há ainda a lamentar a queda de um helicóptero (junto ao parque de merendas de Espite), que dava apoio aos bombeiros no local, da qual resultaram dois feridos ligeiros. Uma vida, bens e anos de trabalho consumidos em momentos! Para todos os lesados a minha solidariedade, assim como a agradecimento às inúmeras corporações de bombeiros envolvidas. Veremos o que o amanhã nos traz, mas entendo que o hoje não nos deveria trazer tão prontamente, nestes momentos de aflição, ataques e julgamentos político/partidários pela acertividade ou não de actos e/ou declarações que se fazem no acompanhamento de proximidade de tão dantesco lugar. Por aqui, os tempos devem ser de uma enorme solidariedade, não de politiquices.
Isto é a minha ignorância a falar, a par com a minha formação humana. Só!...

domingo, 2 de setembro de 2012

Cegos...mas não tanto!...

 
José Eduardo Pinto da Costa - Dezembro 2004
 
A procuradora-geral Adjunta Cândida Almeida, "orando" na universidade de verão do PSD, afirmou que "O nosso país não é um país corrupto, os nossos políticos não são políticos corruptos, os nossos dirigentes não são dirigentes corruptos. Portugal não é um país corrupto. Existe corrupção obviamente, mas rejeito qualquer afirmação simplista e generalizada, de que o país está completamente alheado dos direitos, de um comportamento ético (...) de que é um país de corruptos".
"Acontece que as pessoas, de uma maneira geral, sem saber exatamente o que estão a dizer, falam de corrupção num conceito sociológico, ético-político eventualmente, mas falam de coisas que não são corrupção, falam de coisas afins", disse, acrescentando que "a corrupção tem a ver com cidadãos ou funcionários que se vendem ou querem vender-se".
Cândida Almeida, possível candidata a PGR a propôr pelo partido anfitrião, no seu melhor, tentando fazer-se passar por lavadora de imagem de políticos que tiram um curso superior num ano, dos que fazem desaparecer papéis de compra de submarinos, daqueles que praticam actos anticonstitucionais e roubam - subsídios (isto para não falar no caso BPN, universidade Independente, caso portucale...) enfim, atirando com areia para os olhos do povo e fazendo-o passar por parvo. À sua frente estava um bando de fedelhos de boca aberta a sorverem-lhes as palavras, para justificarem a si próprios e aos outros que os favores políticos não são nunca corrupção, são só favores que mais dia menos dia se pagam. No "como se pagam" está o busílis da questão, aí é que porca torce o rabo, mas para os fedelhos agora tudo se tornou mais transparente, fácil e legal, tenho a certeza!....