O desgoverno limita-se a desgovernar a favor dos mesmos, aqueles que controlam (mal!) a vida de um povo farto de sofrer pelos erros dos decisores. Depois venham-me aldrabar e dizer que vivi acima das minhas posses, qu'eu gosto!!!
sábado, 16 de agosto de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
O traidor e a PACC
imagem "roubada" do blogue nela identificado
A PACC - Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades foi realizada por 10 220 professores. Uma prova aplicada indiscriminadamente a professores de todos os ramos de ensino, isto é, educadores de infância, passando pelos de Educação Musical e todas as outras áreas, na tentativa de criar professores clonados a nível de conhecimentos e capacidades. Hoje, mais uma vez, a imprensa serviu de canal de comunicação do desgoverno e veio dizer que, de entre os profs que efectuaram a prova, 1 473 reprovaram e 62,8% deram erros, sendo que esses erros são, maioritariamente, os que não se enquadram no "acordês", mas isso não foi esclarecido, assim o impacto da estupidez e incompetência dos professores é maior. Mas os restantes felizardos, os 8 747 aprovados, também não terão melhor sorte que os reprovados, graças a esses enormes aglomerados de alunos por sala, ao corte nos apoios educativos, à extinção dos pares pedagógicos e, sobretudo, à sugestão implícita em todos os actos neoliberais deste desgoverno de que o privado, neste caso o ensino, é que é bom (vêem-se os colégios do grupo GPS, subsidiados pelo Estado - todos nós - a serem investigados por crimes de corrupção e branqueamento de capitais....). Aí os profs aí são mais competentes, formados em universidades de topo, não precisam de PACC, logo, encaminhem-se os alunos para o privado. Quem puder!...quem não puder deixe-os no ensino público o que não é boa ideia!.... :(
Para finalizar, deixo por aqui o que já escrevi noutro lado:
Solidária com todos os docentes: os que não se submeteram à PACC, os que o fizeram, os que por insondáveis desígnios vigiaram quem a fez, e ainda com os que foram violentados pela polícia.
A Crato o que é de Crato: o maior traidor à classe que alguma vez passou pelo MEC. Um traidor incompetente, porque permitiu que a toda poderosa estrutura do MEC introduzisse na prova um texto de José Cardoso Pires em "acordês"!... Dentro em breve teremos Camões, Eça, Pessoa e restantes escritores portugueses de outros séculos traduzidos nessa miscelânea. Onde chega a bestialidade!!!!....
A Crato o que é de Crato: o maior traidor à classe que alguma vez passou pelo MEC. Um traidor incompetente, porque permitiu que a toda poderosa estrutura do MEC introduzisse na prova um texto de José Cardoso Pires em "acordês"!... Dentro em breve teremos Camões, Eça, Pessoa e restantes escritores portugueses de outros séculos traduzidos nessa miscelânea. Onde chega a bestialidade!!!!....
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domingo, 3 de agosto de 2014
De BEStial a BESta
Em poucos dias o banco BEStial chefiado por Ricardo Salgado, passou a BESta. Isto porque os tentáculos eram tantos e tão desenvolvidos que o super banqueiro deixou de ter mão no polvo. O banco que cobria campanhas partidárias, empresas da nobreza afecta ao desgoverno, que apresentava baixos riscos de stress, que era um dos maiores do país, não passava, afinal, de um bluff em larga escala que vai ter de ser pago por todos nós!!!... novamente!!!... O "nobre" moralista que há bem pouco tempo afirmou que "os portugueses não querem trabalhar, preferem o subsídio", afinal estava a ver-se ao espelho, quando estipula para si próprio uma reforma anual de 900 000€, depois de falida a BESta.
Para grandes males, grandes remédios e, ao fim de três anos de sofrimento do povo português (gozado por estes biltres e por aqueles a quem eles financiaram a campanha eleitoral para os defender e proteger), a justiça devia agir com mão pesada, de forma exemplar, para que estes "nobres" não voltassem a ter a tentação de voltar a roubar a plebe. Infelizmente, a justiça é lenta, desequilibrada e cega, mas tem bom olfacto: cheira as classes sociais. Penaliza com uma rapidez estonteante a plebe. Por outro lado, tem ouvidos de veludo para discursos de advogados de renome, anos de audição de testemunhas, permite a prescrição de processos e, qual prostituta, absolve aqueles que pagam a sua lentidão na satisfação do "cliente", porque o dinheiro justifica os meios e os fins. Assim será com os Salgados deste país, em detrimento/penalização dos Zés.
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quarta-feira, 30 de julho de 2014
O TConstitucional e os mesmos.
Já não é!!!....
Mais uma vez o Tribunal Constitucional veio dizer que é legal roubar os direitos aos cidadãos aposentados., e aplicar mais 1% para a ADSE. Sempre os mesmos a pagar!!!... Isto porque os aposentados da magistratura têm os vencimentos indexados aos do activo. Por aqui se pode comprovar o estrito respeito pelo cumprimento da lei da equidade no que respeita aos direitos dos cidadãos: uns têm todos os direitos e mordomias, os outros não têm direito a direitos. Os vermes rastejantes que governam e os que coadjuvam a governação neste país são todos farinha do mesmo saco, acrescidos dos honestos banqueiros a quem nada acontece . Salazar deve dar saltos de contente na tumba ou lá por onde andar.....
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Pipa de massa....
in sapo. pt
....foi o que ganhou o Cherne nestes anos todos em que esteve à frente dos destinos da Europa, sempre subserviente aos interesses de quem nela manda e de quem mais pode. Por isso ocupou esse cargo: proveniente de um pequeno país, com fracos recursos económicos, que pouco peso tem na UE, Barroso, o durão, em nada homenageou o seu nome nem a sua proveniência. O fraco desempenho enquanto presidente da Comissão Europeia equivale ao que teve enquanto PM de Portugal. Mas também essa foi uma das razões porque o lá puseram: esperavam dele que fosse a figura amorfa que pouco chatearia, e foi o que aconteceu. Hoje, o presidente cessante da C. Europeia saiu-se com um discurso reles, pimba, ao dizer que a adopção do acordo relativo aos fundos estruturais para Portugal representam "uma pipa de massa". Aprendeu pouco, enquanto andou pelas lides estrangeiras. Esperam-se os próximos capítulos relacionados com esta inábil figura: uma possível candidatura a PR, e uma condecoração pelo trabalho de caca que fez até hoje por onde passou.
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terça-feira, 15 de julho de 2014
Não resisto...
Tenho de publicar este artigo de opinião de Ana Gomes que, para além de tudo o mais esclarece muito da teia que o BES foi tecendo. A teia apodreceu e, com ela, vão caindo as gordas aranhas. Se o MP trabalhasse de forma honesta, isenta, integra...a esta máfia só poderia acontecer o mesmo que ao Madoff. Mas como passados tantos anos ainda por aí anda um Oliveira e Costa à solta...não se esperam melhores desenvolvimentos.
"Grupo Espírito Santo: "too big to fail" ou "too holy to jail?"
Por Ana Gomes
Eu proponho voltarmos a 6 de Abril de 2011 e revisitarmos o filme do Primeiro Ministro José Sócrates, qual animal feroz encostado as tábuas, forçado a pedir o resgate financeiro. Há um matador pri...ncipal nesse filme da banca a tourear o poder político, a democracia, o Estado: Ricardo Salgado, CEO do BES e do Grupo que o detém e controla, o GES - Grupo Espírito Santo. O mesmo banqueiro que, em Maio de 2011, elogiava a vinda da Troika como oportunidade para reformar Portugal, mas recusava a necessidade de o seu Banco recorrer ao financiamento que a Troika destinava à salvação da banca portuguesa.
A maioria dos comentaristas que se arvoram em especialistas económicos passou o tempo, desde então, a ajudar a propalar a mentira de que a banca portuguesa - ao contrário da de outros países - não tinha problemas, estava saudável (BPN e BPP eram apenas casos de polícia ou quando muito falha da regulação, BCP era vítima de guerra intestina: enfim, excepções que confirmavam a regra!). Mas revelações recentes sobre o maior dos grupos bancários portugueses, o Grupo Espírito Santo, confirmam que fraude e criminalidade financeira não eram excepção: eram - e são - regra do sistema, da economia de casino em que continuamos a viver.
Essas revelações confirmam também o que toda a gente sabia - que o banqueiro Salgado não queria financiamento do resgate para não ter que abrir as contas do Banco e do Grupo que o controla à supervisão pelo Estado - esse Estado na mão de governantes tão atreitos a recorrer ao GES/BES para contratos ruinosos contra o próprio Estado, das PPPs aos swaps, das herdades sem sobreiros a submarinos e outros contratos de defesa corruptos, à subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. À conta de tudo isso e de mecenato eficiente para capturar políticos - por exemplo, a sabática em Washington paga ao Dr. Durão Barroso - Ricardo Salgado granjeou na banca o cognome do DDT, o Dono De Tudo isto, e conseguiu paralisar tentativas de investigação judicial - sobre os casos dos Submarinos, Furacão e Monte Branco, etc.. e até recorrer sistematicamente a amnistias fiscais oferecidas pelos governos para regularizar capitais que esquecera ter parqueado na Suíça, continuando tranquilamente CEO do BES, sem que Banco de Portugal e CMVM pestanejassem sequer...
Mas a mudança de regras dos rácios bancários e da respectiva supervisão - determinados por pressão e co-decisão do Parlamento Europeu - obrigaram o Banco de Portugal a ter mesmo de ir preventivamente analisar as contas do BES/GES. A contragosto, claro, e com muito jeitinho - basta ver que, para o efeito, o Banco de Portugal, apesar de enxameado de crânios pagos a peso de ouro, foi contratar (cabe saber quanto mais pagamos nós, contribuintes) uma consultora de auditoria, a KPMG - por acaso, uma empresa farta de ser condenada e multada nos EUA, no Reino Unido e noutros países por violações dos deveres de auditoria e outros crimes financeiros e, por acaso, uma empresa contratada pelo próprio BES desde 2004 para lhe fazer auditoria...
Mas a borrasca era tão grossa, que nem mesmo a KPMG podia dar-se ao luxo de encobrir: primeiro vieram notícias da fraude monstruosa do GES/BES/ESCOM no BESA de Angola, o "BPN tropical", que o Governo angolano cobre e encobre porque os mais de 6 mil milhões de dólares desaparecidos estão certamente a rechear contas offshore de altos figurões e o povo angolano, esse, está habituado a pagar, calar e a ...não comer... Aí, Ricardo Salgado accionou a narrativa de que "o BES está de boa saúde e recomenda-se", no GES é que houve um descontrolo: um buracão de mais de mil e duzentos milhões, mas a culpa é... não, não é do mordomo: é do contabilista!
Só que, como revelou o "Expresso" há dias, o contabilista explicou que as contas eram manipuladas pelo menos desde 2008, precisamente para evitar controles pela CMVM e pelo Banco de Portugal, com conhecimento e por ordens do banqueiro Salgado e de outros administradores do GES/BES. E a fraude, falsificação de documentos e outros crimes financeiros envolvidos já estão a ser investigados no Luxemburgo, onde a estrutura tipo boneca russa do GES sedia a "holding" e algumas das sociedades para melhor driblar o fisco em Portugal.
Eu compreendo o esforço de tantos, incluindo os comentadores sabichões em economia, em tentar isolar e salvar deste lamaçal o BES, o maior e um dos mais antigos bancos privados portugueses, que emprega muita gente e que obviamente ninguém quer ver falir, nem nacionalizar. Mas a verdade é que o GES está para o BES, como a SLN para o BPN: o banco foi - e é - instrumento da actividade criminosa do Grupo. E se o BES será, à nossa escala, "too big to fail" (demasiado grande para falir), ninguém, chame-se Salgado ou Espírito Santo, pode ser "too holy to jail" ( demasiado santo para ir preso).
Isto significa que nem os empregados do BES, nem as D. Inércias, nem os Cristianos Ronaldos se safam se o Banco de Portugal, a CMVM, a PGR e o Governo continuarem a meter a cabeça na areia, não agindo contra o banqueiro Ricardo Salgado e seus acólitos, continuando a garantir impunidade à grande criminalidade financeira - e não só - à solta no Grupo Espírito Santo.
(É este Portugal encavacado que um dia vai ter de ser mudado )
Por Ana Gomes
Eu proponho voltarmos a 6 de Abril de 2011 e revisitarmos o filme do Primeiro Ministro José Sócrates, qual animal feroz encostado as tábuas, forçado a pedir o resgate financeiro. Há um matador pri...ncipal nesse filme da banca a tourear o poder político, a democracia, o Estado: Ricardo Salgado, CEO do BES e do Grupo que o detém e controla, o GES - Grupo Espírito Santo. O mesmo banqueiro que, em Maio de 2011, elogiava a vinda da Troika como oportunidade para reformar Portugal, mas recusava a necessidade de o seu Banco recorrer ao financiamento que a Troika destinava à salvação da banca portuguesa.
A maioria dos comentaristas que se arvoram em especialistas económicos passou o tempo, desde então, a ajudar a propalar a mentira de que a banca portuguesa - ao contrário da de outros países - não tinha problemas, estava saudável (BPN e BPP eram apenas casos de polícia ou quando muito falha da regulação, BCP era vítima de guerra intestina: enfim, excepções que confirmavam a regra!). Mas revelações recentes sobre o maior dos grupos bancários portugueses, o Grupo Espírito Santo, confirmam que fraude e criminalidade financeira não eram excepção: eram - e são - regra do sistema, da economia de casino em que continuamos a viver.
Essas revelações confirmam também o que toda a gente sabia - que o banqueiro Salgado não queria financiamento do resgate para não ter que abrir as contas do Banco e do Grupo que o controla à supervisão pelo Estado - esse Estado na mão de governantes tão atreitos a recorrer ao GES/BES para contratos ruinosos contra o próprio Estado, das PPPs aos swaps, das herdades sem sobreiros a submarinos e outros contratos de defesa corruptos, à subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. À conta de tudo isso e de mecenato eficiente para capturar políticos - por exemplo, a sabática em Washington paga ao Dr. Durão Barroso - Ricardo Salgado granjeou na banca o cognome do DDT, o Dono De Tudo isto, e conseguiu paralisar tentativas de investigação judicial - sobre os casos dos Submarinos, Furacão e Monte Branco, etc.. e até recorrer sistematicamente a amnistias fiscais oferecidas pelos governos para regularizar capitais que esquecera ter parqueado na Suíça, continuando tranquilamente CEO do BES, sem que Banco de Portugal e CMVM pestanejassem sequer...
Mas a mudança de regras dos rácios bancários e da respectiva supervisão - determinados por pressão e co-decisão do Parlamento Europeu - obrigaram o Banco de Portugal a ter mesmo de ir preventivamente analisar as contas do BES/GES. A contragosto, claro, e com muito jeitinho - basta ver que, para o efeito, o Banco de Portugal, apesar de enxameado de crânios pagos a peso de ouro, foi contratar (cabe saber quanto mais pagamos nós, contribuintes) uma consultora de auditoria, a KPMG - por acaso, uma empresa farta de ser condenada e multada nos EUA, no Reino Unido e noutros países por violações dos deveres de auditoria e outros crimes financeiros e, por acaso, uma empresa contratada pelo próprio BES desde 2004 para lhe fazer auditoria...
Mas a borrasca era tão grossa, que nem mesmo a KPMG podia dar-se ao luxo de encobrir: primeiro vieram notícias da fraude monstruosa do GES/BES/ESCOM no BESA de Angola, o "BPN tropical", que o Governo angolano cobre e encobre porque os mais de 6 mil milhões de dólares desaparecidos estão certamente a rechear contas offshore de altos figurões e o povo angolano, esse, está habituado a pagar, calar e a ...não comer... Aí, Ricardo Salgado accionou a narrativa de que "o BES está de boa saúde e recomenda-se", no GES é que houve um descontrolo: um buracão de mais de mil e duzentos milhões, mas a culpa é... não, não é do mordomo: é do contabilista!
Só que, como revelou o "Expresso" há dias, o contabilista explicou que as contas eram manipuladas pelo menos desde 2008, precisamente para evitar controles pela CMVM e pelo Banco de Portugal, com conhecimento e por ordens do banqueiro Salgado e de outros administradores do GES/BES. E a fraude, falsificação de documentos e outros crimes financeiros envolvidos já estão a ser investigados no Luxemburgo, onde a estrutura tipo boneca russa do GES sedia a "holding" e algumas das sociedades para melhor driblar o fisco em Portugal.
Eu compreendo o esforço de tantos, incluindo os comentadores sabichões em economia, em tentar isolar e salvar deste lamaçal o BES, o maior e um dos mais antigos bancos privados portugueses, que emprega muita gente e que obviamente ninguém quer ver falir, nem nacionalizar. Mas a verdade é que o GES está para o BES, como a SLN para o BPN: o banco foi - e é - instrumento da actividade criminosa do Grupo. E se o BES será, à nossa escala, "too big to fail" (demasiado grande para falir), ninguém, chame-se Salgado ou Espírito Santo, pode ser "too holy to jail" ( demasiado santo para ir preso).
Isto significa que nem os empregados do BES, nem as D. Inércias, nem os Cristianos Ronaldos se safam se o Banco de Portugal, a CMVM, a PGR e o Governo continuarem a meter a cabeça na areia, não agindo contra o banqueiro Ricardo Salgado e seus acólitos, continuando a garantir impunidade à grande criminalidade financeira - e não só - à solta no Grupo Espírito Santo.
(É este Portugal encavacado que um dia vai ter de ser mudado )
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