sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Bagão Félix: "Napalm fiscal" ,"terramoto desvastador"....


foto in Publico
Bagão Félix fala em "terramoto fiscal devastador"

"Napalm fiscal", "terramoto fisca devastador". Estas foram algumas das expressões usadas por Bagão Félix para classificar o aumento de impostos previsto no Orçamento do Estado para 2013.

O Conselheiro de Estado e ex-ministro antigo ministro das Finanças num Governo de coligação PSD-CDS arrasou ontem na SIC-Notícias o aumento de impostos anunciado para o Orçamento do Estado em 2013.

"A ideia que se dá ao País é que não vale a pena investir no futuro, no trabalho, na dedicação, no profissionalismo, no êxito, no sucesso. Não, não vale a pena. Porque, a partir de uma determinada altura, é um napalm fiscal, arrasa tudo. É devastador", disse.
"O que nós estamos em presença é de um terramoto fiscal. A única dúvida é, na escala de Richter, se é 7, que é destruidor; se é 8, que é devastador. Porque isto dá cabo da economia", acrescentou.

António Bagão Félix (CDS), deu entrevistas à SIC Notícias e à agência Lusa com posições muito críticas sobre o que o Governo preparou para o OE2013 em termos de austeridade fiscal.  (sic Expresso)

“Não são alternativas” à TSU"

Bagão Félix lembra que as medidas anunciadas, designadamente a redução dos escalões do IRS, e consequente aumento do imposto, e a criação da sobretaxa do IRS, “não são alternativas à questão da Taxa Social Única (TSU)”.

Isto porque a TSU “não era uma medida de consolidação orçamental. Era uma medida anunciada como favorecendo a capacidade competitiva das empresas”, a que acresceria o pacote fiscal agora em cima da mesa, disse na entrevista à Lusa.

Ou seja, “as duas em conjunto eram absolutamente devastadoras. Passaríamos da escala de oito, para uma escala de 10, que é uma escala devastadora”.

“O Governo por vezes dá-nos a sensação de que uma pessoa que ganhe, por exemplo 1500 euros é fiscalmente rica. Os portugueses estão a ficar socialmente cada vez mais pobres, mas fiscalmente são considerados cada vez mais ricos”, lamenta o economista.

Não se consegue consolidar o orçamento do lado fiscal em recessão

O antigo ministro mostra-se ainda crítico em relação à opção do Governo em insistir em mais medidas de austeridade do lado da receita, e lembra tudo o que tem sido a execução orçamental de 2012. “Parece-me absolutamente errado insistir no erro”, diz.

“O OE2012 é uma grande lição, que aliás vem nos livros, para se perceber que não se consegue fazer consolidação orçamental do lado fiscal em ambiente de recessão, aumentando as taxas porque a receita fiscal é menor”, explica Bagão Félix. Segundo o economista, “entrámos num ciclo relativamente vicioso. E não podemos resolver os problemas agravando as suas causas”.

Bagão Félix interroga-se mesmo: “Se se constata isso, parece-me absolutamente errado insistir no erro. Então em 2013 vamos voltar a aumentar as taxas, então agora de uma maneira devastadora, para tentar aumentar a receita fiscal? Além de não se ir aumentar a receita fiscal vai o país manter-se em situação de contracção económica, de recessão e de um arranque muito mais difícil do lado da economia e do investimento.”

O antigo ministro das Finanças reconhece que em matéria fiscal há um esforço a fazer, mas esse esforço é do lado do combate à fraude e evasão.

“Estou de acordo com um imposto sobre as transacções financeiras, até sou favorável a um imposto sobre mais-valias urbanísticas, são importantes do ponto de vista simbólico, mas o grande desafio do alargamento da base tributária é a luta contra a evasão e a fraude fiscal”.

25% de economia paralela

O economista lembra que “o país tem 25% de economia paralela. Se conseguisse tributar, não diria 25%, mas metade”, não se precisaria “de nenhum desses aumentos de impostos brutais”.

Por outro lado, tal como está inscrito na Conta Geral do Estado de 2010, “estão por cobrar de impostos e contribuições para a Segurança Social cerca de 16 mil milhões de euros, e 5000 milhões prescreveram”, números que levam o antigo ministro a concluir que “este é o principal desafio fiscal. Não é fazer incidir mais sobre os mesmos, mas alargar a base tributável dos que não pagam. Não pode haver benefício de infractor”.

O antigo ministro lamenta que em Portugal se paguem impostos “porque se ganha, porque se poupa, porque se investe, porque se habita, porque se casa e até porque se morre”, concluindo que esta situação “é impossível” e “insustentável para a economia, porque a economia vive dos recursos disponíveis e estes são fundamentais para o investimento”.

“Não há reforma na estrutura produtiva sem investimento. A verdadeira reforma da economia é a reforma do sistema produtivo e falar sobre reforma do sistema produtivo sem dar condições para investimento é uma pura fantasia, pura ilusão”, conclui o economista. (sic Público)

Fica a opinião (que subscrevo) aqui preservada, neste cantinho da blogosfera.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O Ministério da Estupidificação....


in DN
... que de Educação não tem nada, propôs para o Plano Nacional de Leitura o livro de poesia "o que Dói às Aves" da escritora portuguesa Alice Vieira. Até aqui nada de grave. O grave, o caricato, a estupidez total da questão surge no momento em que os pseudo-pedagogos que fazem parte da equipa do PNL sem lerem a obra, logo, sem verem que este é um livro de poesia para adultos, o incluem na lista de livros aconselhados para o 2º ano de escolaridade. A escritora (que também escreve para adultos) ficou, claro, em estado de choque, exigindo que o mesmo seja retirado da lista de obras aconselhadas pelo PNL para este ano de escolaridade.
Que o ministério da esducação é uma das máquinas mais pesadas do estado português (nao escrevo nada com maiúsculas, já não me merecem essa distinção), já todos sabemos. Que é um lobbie que os ministros têm dificuldade em controlar, também sabemos. Que os compadrios em nomeações têm vindo a cooptar gente cada vez mais inculta, inapta e irresponsável, também não é novidade. Daí até cometerem aberrações destas...é um abuso, uma falta de competência que interfere com grande parte da comunidade educativa. É a ridicularização deste ministério,  que só pode levar a que esta equipa faça parte dos 40% a dispensar na função pública. Essa sim, seria uma consequência coerente da avaliação do desempenho no funcionalismo público, a constatação clara de que a mesma não foi implementada para tapar o sol com a peneira.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Enfim, aqui....

Chegada ao meu "porto de abrigo", aqui,
onde a terra entra pelo mar e o sol se esconde por detrás dele.
Aqui, onde as inquietações e angústias se diluem entre o céu, o mar, a terra e o sol.
 
 
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vagueando...

Neste último feriado do Dia da República, vagueando por terras lusas numa das mais típicas praias portuguesas, olhando o pôr do sol e esta maré de calmaria que não reflete a tempestade que vai dentro d'um Povo.
A partir de hoje, não mais se comemorará oficialmente este feriado.

 

VIVA A REPÚBLICA

Abaixo os traidores da Pátria e do Povo!
 
 
 
"Esta é a ditosa pátria minha amada,
à qual se o Céu me dá que eu sem perigo
torne, com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo.

Esta foi Lusitânia, derivada
de Luso ou Lisa, que de Baco antigo
filhos foram, parece, ou companheiros,
e nela antão os íncolas primeiros."
 
Lusíadas

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A miragem de alguns (muitos!).....

 
Notícia do jornal "O Sol" de 15 de Maio de 2011

"O líder do PSD acusou hoje o Governo de «deslealdade e falta de respeito pelo país» por ter ocultado as medidas que estava a negociar com Bruxelas, considerando que isso põe em causa a confiança dos portugueses no executivo.

Na mais dura intervenção contra o Governo que fez nos últimos dias, o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, voltou a criticar a forma como o Governo negociou o novo Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) «fazendo de conta que estava a negociar com uma série de pessoas», mas na prática ter «ocultado verdadeiramente o que estava a fazer».

Sublinhando que não é dessa forma que se criam condições de confiança, Passos Coelho classificou como «extraordinário» que o primeiro-ministro não tenha conseguido informar o país que estava há três semanas a negociar com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia um conjunto novo de medidas que impõem «sacrifícios graves à sociedade portuguesa para os próximos anos».

«Considero isso de uma deslealdade e de uma falta de respeito pelo país, pelos portugueses, pelas instituições, suficientemente grave para pôr em causa a confiança que o país tem em quem o governa», sustentou, durante uma intervenção na apresentação do livro Voltar a Crescer, que decorreu na Associação Comercial de Lisboa."

Tendo em conta o afundaço económico a que levou o País após ano e meio de governação, Passos Coelho enquanto PM fez precisamente o mesmo que criticou no anterior PM, ou ainda pior, ao apresentar novas medidas de austeridade sobre a austeridade já existente criada pelo seu desgoverno, e sem fim à vista. Sem informar a concertação social, partidos e PR.
O PM anterior foi apeado por causa da mesma situação, e agora sr. PR???...duas medidas??? claro que sim, este desgoverno é o filho que que o sr. fez nascer prematuro e que vai abanando conforme pode!...mas o povo vai deixando de poder sustentar-vos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Se...


... a Justiça funcionasse, Paula Teixeira da Cruz não teria vindo a terreiro dizer o que não devia, porque o que agora é invisível, estaria aos olhos de todos. Assim, mostra claramente que, enquanto Poder, a Justiça deixa-se influenciar por um outro poder que a mina e corrompe: o poder político.
Quando a ministra afirma, em relação a 2 ex-ministros e um ex-secretário de estado de facção política diferente que "ninguém está acima da lei", que "tudo deve ser investigado" e que "acabou o tempo" em que havia "impunidade", está a enviar mensagens a quem? à magistratura? é que ao povo está a tentar levantar uma cortina de fumo para tapar as asneiras dela e dos seus pares, quando o Relvas aparece abençoado pelo Ministério Público, que não encontrou ilícitos, após averiguações(?).... Claro que não encontrou! Foi decretado como bode espiatório Fernando Santos Neves, à altura reitor da Lusófona e director do curso relvático de 2006, depois da sua demissão a caso ficou resolvido. "Investigue" então todos, sra ministra! Todos!...e depois venha a terreiro falar aos portugueses, mas com a dignidade que a isenção lhe conceder. Assim não! Nunca devia falar nos termos em que falou!....
Já agora, "investigue" também a agressão a estalo protagonizada pelo chefe da segurança pessoal do PM ao operador de câmara da TVI, aquando da sua deslocação ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Técnica de Lisboa, que demonstra bem o que já todos sabemos. Se o PM se sentiu melindrado com o que lhe disse o aluno, que tome medidas, mas a verdade é que foi o reitor do Instituto a instaurar-lhe um processo disciplinar, quando, para ser leal para com a comunidade discente que se fez ouvir com uma grande vaia,  deveria fazê-lo a todos os que se manifestaram contra essa "personalidade pública de relevo", mais parecida com um meteorito cadente. O futuro do rapaz está, acreditamos, traçado: se puder fará como no tempo da outra sra e vai estudar para as estranjas, se não...está lixado.
Ah!, como "tudo deve ser investigado", "mande" também "investigar" porque é que o ministro Gaspar se recusa a ir na próxima 4ª feira à AR e, já agora, "investigue" também porque é que as medidas de substituição da TSU foram já aprovadas em Bruxelas, sem que qualquer outro partido político, concertação social e povo as conheçam. Estamos a ser governados de fora para dentro, vendidos a retalho. Afinal, tanto falaram do "outro" que "escondeu o PEC", mas num ano e meio transformaram-se em "coisa" muito pior, transformaram-se em ditadores!!! Ainda quero ver se ouço algum gritinho, um só! de indignação do PR, pela atitude antidemocrática, de desprezo por todos os portugueses, manifestada em permanência e hoje reforçada pela sua prematura, imatura e embalada cria.
Aparelho bem montado com uma semana de bluffs, culminada com um fim de semana crispado por uma aleivosiadade de um qualquer borges, para distrair o povo da traição que lhe estão a fazer.
Que a democracia está moribunda, claro, isso já todos sabemos!...