segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os pais, a escola e as férias


No tempo em que o ensino era uma saída viável, em que os alunos podiam optar livremente pela sua área vocacional, sem condicionantes de numeros clausus ou médias malucas, fiz a minha formação. O ensino foi a minha opção. Iniciei a vida activa na época em que os recursos ainda condicionavam, mas o empenho e envolvimento de toda a comunidade superava as carências físicas. Quando não existiam computadores, impressoras, retroprojectores, quadros mágicos (interactivos), em que a tecnologia mais avançada era a TV. Hoje, apesar de todos os recursos e avanços tecnológicos, educar e/ou formar crianças continua a passar pelo empenho, dedicação e carinho dos agentes que se envolvem nesta tarefa. Cada vez mais. Com a apreensão cada vez maior, de ver os pais entregarem os filhos à escola, a tempo mais que inteiro. Sem mais! Com uma alienação quase total das suas responsabilidades. Para, em caso de insucesso, poderem culpabilizar a instituição, aligeirando as suas consciências. Para, em caso de sucesso, poderem atribui-lo à genética, ao ADN, ao grupo de amigos, ao meio social, sendo que neste caso, raramente "a culpa" é da escola ou do(s) prof(s). Os mesmos pais que não conseguem manter o não, que não conseguem criar horários, hábitos de trabalho, regras simples que as crianças tão bem percebem, que se demitem da responsabilidade de educar.
Agora...aproxima-se a época da grande dor de cabeça, a época de férias. É o tempo que as crianças vão ter para descansar e brincar sem preocupações. Para carregarem as suas baterias, readquirirem a apetência e o equilíbrio necessários para enfrentar um novo ano lectivo. De qualquer forma, será o tempo de alguns pais as acompanharem mais de perto, e de outros acharem que é o tempo do caos. Enfim...como mãe, acho que muito depressa os filhos deixam de ser nossos, para passarem a ser do mundo. Muitos pais, não têm essa percepção no tempo devido. É pena!...

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