domingo, 24 de fevereiro de 2013

O vil gatuno...

EU
Estou a ser roubada mensalmente através de uma rúbrica à qual o "prestigiado" Estado, pela mão de um ministro que nada tem de economista mas de anti-legalista, resolveu chamar CES - Contribuição Especial de Solidariedade. Por acaso não sei para com quem estou a ser solidária, porque se é para com esse Estado, sempre o fui uma vez que sempre cumpri as minhas obrigações e, isso sim, é ser solidário, logo, a CES não passa de um roubo. Por acaso também, não sei para onde vai essa verba com a qual me obrigam a ser "solidária", só sei que é dinheiro que deixam de me pagar e que o "prestigiado" Estado embolsa/rouba mensalmente. Também sei que o desgoverno gatuno que neste momento representa o Estado, é dos mais pesados da Europa, dos que tem mais assessores, secretários de Estado  e boys, mais carros, motoristas e despesas com alojamentos de "deslocados" mas, quanto a isso não reformam. Porquê? Porque é muito mais fácil tirar o dinheiro proveniente do trabalho ou de quem já trabalhou do que desmamar oportunistas. É também mais fácil suprir as necessidades da banca através do dinheiro de todos nós, que depois irá pagar chorudas campanhas que elegerão paspalhos que se vergarão aos ricos, para que estes enriqueçam sempre mais e mais à custa de quem fica com menos. Desta feita, mais evidente e mais gravosamente para a maioria dos aposentados, porque os mais ricos, os que mais ganham, poderão recuperar a maior parte do valor da CES no IRS.
Segundo o parecer do constitucionalista Gomes Canotilho, a CES é inconstitucional, porque penaliza uma classe específica da sociedade: os aposentados. Mas nisto este desgoverno, juntamente com o "fantasma de Belém" são peritos, isto é, um é perito em fazer diplomas de roubalheiras inconstitucionais, outro em publicá-los sucessivamente, porque este último "raramente tem dúvidas e nunca se engana", logo, são peritos em não fazerem cumprir o critério de equidade = igualdade = rectidão na maneira de agir = imparcialidade =  reconhecimento dos direitos de cada um = reconhecimento dos direitos e deveres sociais previsto na Constituição. Um (des)governa sem GPS nem qualquer outro equipamento de orientação, à deriva, outro diz mé, quer dizer, amém.  Espero pelo parecer do Tribumal Constitucional que num passado recente lhes permitiu roubarem-me 2 subsídios, e que neste momento lhes está a permitir roubarem-me via CES o valor do duodécimo que a escumalha "constitucionalmente" deveria pagar-me, fazendo com que no final do ano receba 11 meses de vencimento comparativamente com o ano passado.  Logo, nem sequer 12, quanto mais 13, conforme os aldrabões querem fazer passar para a opinião pública. Reviram-se-me os bofes com este tipo de "solidariedade" a que sou obrigada por e para com um Estado  nada ético, vilão, que não respeita os direitos de aposentados nem de trabalhadores e só zela pelos seus boys, assim como pelos direitos de quem os fez eleger, isto é, banqueiros e compª.

3 comentários:

afigaro disse...

A isto chama-se um governo de hipócritas. Taxa de solidariedade que eu saiba ( se é que devia de existir?) deveria ser encaminhada para os que mais precisam, mas acontece precisamente o contrário: vai direitinha à canalha dos banqueiros. Tirem-me deste buraco, criado pela gatunagem que nos governa, se faz favor! Todos merecíamos outra governação e a Portugalidade também. Todos os cidadãos já estão fartos. Esta paróquia em que somos forçados a viver não presta!

mlu disse...

Ser solidário não deveria ser um acto livre, voluntário? Com estes ordinários, não: quer queiras quer não tens de ser solidário, mesmo sem te dizermos com quem nem para quê! Só pode ser triste um país que tem, à frente dos seus destinos, gente desta.

Bjinhos

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

A solidariedade como dever imposto, só mesmo na cabeça desta escumalha!